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Hoje É Tempo De Ser Feliz.
HOJE É TEMPO DE SER FELIZ (*)
A vida é fruto da decisão de cada momento. Talvez seja por isso que a idéia de plantio seja tão reveladora sobre a arte de viver. Viver é plantar. É atitude de constante semeadura, de deixar cair na terra de nossa existência as mais diversas formas de sementes.
Cada escolha, por menor que seja, é uma forma de semente que lançamos sobre o canteiro que somos. Um dia, tudo o que agora silenciosamente plantamos, ou deixamos plantar em nós, será plantação que poderá ser vista de longe...
Para cada dia, o seu empenho. A sabedoria bíblica nos confirma isso quando nos diz que "debaixo do céu há um tempo para cada coisa!"
Hoje, neste tempo que é seu, o futuro está sendo plantado. As escolhas pelas quais você procura; os amigos que você cultiva; as leituras que você faz; os valores que você abraça; os amores que você ama; tudo serão determinantes para a colheita futura.
Felicidade talvez seja isso: alegria de recolher da terra, que somos nós, frutos que sejam agradáveis aos olhos! Infelicidade, talvez seja o contrário.
O que não podemos perder de vista é que a vida não é real fora do cultivo. Sempre é tempo de lançar sementes... Sempre é tempo de recolher frutos. Tudo ao mesmo tempo. Sementes de ontem, frutos de hoje; sementes de hoje, frutos de amanhã!
Por isso, não perca de vista o que você anda escolhendo para deixar cair na sua terra. Cuidado com os semeadores que não o amam. Eles têm o poder de estragar o resultado de muitas coisas.
Cuidado com os semeadores que você não conhece. Há muita maldade escondida em sorrisos sedutores...
Cuidado com aqueles que deixam cair qualquer coisa sobre você; afinal, você merece muito mais que qualquer coisa.
Cuidado com os amores passageiros... Eles costumam deixar marcas dolorosas que não passam... Cuidado com os invasores do seu corpo... Eles não costumam voltar para ajudar a consertar a desordem...
Cuidado com os olhares de quem não sabe amá-lo... Eles costumam fazê-lo esquecer que você vale à pena...
Cuidado com as palavras mentirosas que esparramam por aí... Elas costumam estragar o nosso referencial da verdade... Cuidado com as vozes que insistem em lhe recordar os seus defeitos... E costumam prejudicar a sua visão sobre si mesmo.
Não tenha medo de se olhar no espelho. É nessa cara safada que você tem que Deus resolveu expressar, mais uma vez, o amor que Ele tem pelo mundo.
Não desanime, ainda que a colheita de hoje não seja muito feliz. Não coloque um ponto final nas suas esperanças. Ainda há muito que fazer, ainda há muito que plantar e o que amar nesta vida.
Em vez de ficar parado no que você fez de errado, olhe para frente, e veja o que ainda pode ser feito...
A vida ainda não terminou. E já dizia o poeta que "os sonhos não envelhecem...".
Vá em frente. Sorriso no rosto e firmeza nas decisões.
Deus resolveu reformar o mundo e escolheu o seu coração para iniciar a reforma.
Isso prova que Ele ainda acredita em você. E se Ele ainda acredita, quem sou eu para duvidar... (?).
(PE. Fábio de Melo)
(*) Recebi via internet e, pela contemporaneidade e objetividade da mensagem, publico para sua edificação.
Sola Gratia! Soli Deo Gloria!
Escrito por Pr. Gilberto Mynssen Ferreira às 00h54
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A Experiência Que Muda A Vida Cristã (2).
A estratégia satânica é que os crentes nominais fiquem satisfeitos e os crentes comprometidos com a fé sejam cegados e se tornem complacentes. A Bíblia diz que nos últimos dias o amor de muitos esfriaria; que alguns dariam ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios; que outros teriam aparência de piedade, mas lhes faltaria o poder de Deus; tudo com vistas ao aparecimento do Anticristo, que requer uma fé nominal, para que as suas manifestações sobrenaturais agreguem os povos sob uma única religião e o adorem como deus.
Na minha compreensão, os crentes que querem uma fé fácil, enfatizam o amor de Deus, minimizam a doutrina da salvação e ignoram a justiça divina, refugiando-se na ilusão de que serão arrebatados. Entretanto o apóstolo Pedro diz que “já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e se começa por nós, qual será o fim daqueles que desobedecem ao evangelho de Deus”? “Amados, não estranheis a ardente provação que vem sobre vós para vos experimentar, como se coisa estranha vos acontecesse; mas regozijai-vos por serdes participantes das aflições de Cristo; para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e exulteis... portanto os que sofrem segundo a vontade de Deus confiem as suas almas ao fiel Criador, praticando o bem”. Meus, leitores, eu creio piamente que a igreja passará pela Grande Tribulação. Jesus pregou que “haverá, então, uma tribulação tão grande, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá. E se aqueles dias não fossem abreviados, ninguém se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias” (Mateus 24:21-22).
O exemplo de Jó mostra que a nossa compreensão é limitada quanto à necessidade de termos a visão espiritual transformada e o relacionamento pessoal com Deus aprofundado. Alguém escreveu que o ideal do verdadeiro cristão é “relacionar a Deus tudo na vida, cada ato simples ou sentimento, cada experiência, quer agradável, quer não”.
Jó nos ensina que “o poder do evangelho numa vida só pode ser plenamente demonstrado, quando o crente é submetido a uma grande aflição” (William Taylor).
Provavelmente, como Jó, você tem suas indagações, seus questionamentos, suas lutas, e diz: Por que eu? Não obstante, não se esqueça que Deus não está a acusá-lo, mas chamando-o ao diálogo, para que você possa conhecê-lo como Ele é e não como você imagina que seja.
Duro é este discurso, é verdade, mas inquestionavelmente precisamos rever nossa relação pessoal com Deus, que nos trata segundo o seu propósito, para o aperfeiçoamento da fé, a fim de que tenhamos consciência das insinuações, acusações e tentações de Satanás; a fim de que derrubemos todos os ídolos e vejamos as áreas da vida que não estão agradando a Deus; a fim de deixarmos de crer em nossos próprios sentimentos e rejeitarmos as insinuações que Satanás venha a colocar em nossas mentes; a fim de sermos transformados pela renovação da mente e conhecermos a vontade divina para o nosso viver, sabendo que o Senhor é bom e a sua bondade dura para sempre com aqueles que são retos diante Dele.
Hoje, eu o convido a buscar uma compreensão nova da realidade pessoal de Deus e do mundo espiritual, para que os seus olhos vejam a glória de Deus; para que a sua vida experimente o Seu poder e para que você passe a negar-se a si mesmo, e tome a sua cruz, seguindo ao Senhor Jesus, o filho do Deus Eterno, Criador dos céus e da terra, dizendo: Com os ouvidos, eu ouvira falar de ti; mas, agora te vêem meus olhos”. (Jó 42:1-6). Como Jó, dialoguemos com Deus expondo as nossas razões, sabendo que nos ouvirá e nos revelará o Seu poder e glória, nos conduzirá ao verdadeiro arrependimento e a descoberta de que se importa conosco – “Pois eu bem sei os planos que estou projetando para vós, diz o Senhor; planos de paz, e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança”. Então me invocareis, e ireis e orareis a mim, e eu vos ouvirei, Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração. E, serei achado de vós, diz o Senhor...” (Jeremias 29:11-14ª).
“Esquadrinhemos os nossos caminhos, provemo-los, e voltemos para o Senhor... Tu te aproximaste no dia em que te invoquei; disseste: Não temas”. (Lam. Jeremias 3:40, 57).
“Ai dos que escondem profundamente o seu propósito do Senhor, e fazem as suas obras às escuras, e dizem: Quem nos vê? E quem nos conhece?” (Isaías 29:15).
“Quem há entre vós que tema ao Senhor? Ouça ele a voz do seu servo. Aquele que anda em trevas, e não tem luz, confie no nome do Senhor, e firme-se sobre o seu Deus” (Isaías 50:10).
Ao concluirmos, eu o convido a orar: “Pai celestial, peço agora que através deste dia tu me vivifiques; mostra-me como Satanás está impedindo, tentando, mentindo, dissimulando e distorcendo a verdade em minha vida. Capacita-me a ser agradável a ti. Capacita-me a orar com ousadia. Capacita-me a ser mentalmente agressivo e a pensar os teus pensamentos de acordo contigo, e a dar-te o teu lugar de direito na minha vida... Eu oro em nome do Senhor Jesus Cristo com ações de graças. Amém”. (Mark Bubeck – “O Adversário”).
Que Deus nos abençoe e predisponha nossa mente e nosso coração para a Sua palavra imutável, regra de fé e de prática cristã. Amém.
Sola Gratia! Soli Deo Gloria!
Escrito por Pr. Gilberto Mynssen Ferreira às 00h21
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A Experiência Que Muda A Vida Cristã (1).
“Então respondeu Jó ao Senhor: Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido. Quem é este que sem conhecimento obscurece o conselho? Por isso falei do que não entendia; coisas que para mim eram demasiado maravilhosas, e que eu não conhecia. Ouve, pois, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me responderas. Com os ouvidos eu ouvira falar de ti; mas, agora te vêem meus olhos.” (Jó 42:1-6).
Jó era um homem temente a Deus, exemplo de vida e de fé, que se agradava em ser fiel ao Todo-Poderoso. Entretanto, sem mais nem menos, passa a experimentar o desespero, a frustração e a dúvida existencial em meio ao sofrimento físico e psicológico. Tudo isso acontece porque Satanás quer destruir as defesas da fé, nas quais se baseava a segurança do patriarca, para provar que Jó era um homem fraco e que sua segurança estava firmada nas bênçãos que recebia de Deus. Com isso Jó sofre angústia; e luta para encontrar explicações para sua inesperada insegurança e dor.
Com a autoconfiança debilitada e a estima ferida, torna-se impotente ante a situação e se deixa dominar por ansiedades, não se sentindo seguro ao se perceber incapaz de identificar a causa do problema. Estaria naquela situação por causa dos seus pecados? No dia a dia não cuidava da família, dos negócios, e da vida espiritual com integridade de caráter? Então, porque essa calamidade? Por que o ferino julgamento da esposa e dos amigos? Não demonstrara ser um homem íntegro? Jó se sente traído por Deus, porque desconhece a disputa proposta por Satanás. Por que eu? O que Deus tem contra mim?
O livro mostra que Deus ignora os questionamentos de Jó a respeito do pecado e sofrimento, porque o desafio diz respeito à Jó e a sua fé; não o acusa de pecado e nem diz que merecia punição pelo pecado; não o justifica na insistência de querer ser reconhecido como homem justo; ignora o sofrimento físico, mas toma a iniciativa do diálogo.
Em todo o processo, Jó quer provar a sua retidão, quer deixar claro que não está sofrendo por ter pecado; então revela em seus argumentos, autojustificação e compaixão. Entretanto, não ignora nem esquece Deus; admite Sua sabedoria e poder, mas o “vê” com a imagem que criara em sua mente. Somente nos capítulos 38 a 41, quando tem um encontro direto com Deus, é que passa a ter uma concepção nova da realidade da pessoa de Deus. Conhecendo-o apenas através da tradição, agora, através da experiência direta, compreende que Deus não é obrigado a prestar contas dos seus atos e nem da sua vontade. Ele é soberano e não pode ser questionado; a Sua sabedoria outorga sentido ao sofrimento; mesmo que seja imperceptível aos que sofrem. Por isso diz: “agora te vêem os meus olhos”.
Por ter uma nova concepção da sabedoria divina, Jó mostra extrema humildade e arrependimento por pensar e dizer coisas à luz de seu imperfeito conhecimento acerca de Deus; reconhece que tinha dito coisas arrogantes e impróprias. No processo de cura, quando viu Deus como Ele é, e viu-se a si mesmo e aceitou essa compreensão; Deus o restaurou completamente.
Ao ter o seu problema existencial resolvido, declara: Com os ouvidos, eu ouvira falar de ti; mas, agora te vêem os meus olhos.
Com este pano de fundo, passemos a considerar a realidade espiritual que nos cerca neste início de século. O deus deste século, Satanás, o mesmo que tramou contra Jó, luta contra a Igreja, o corpo de Cristo, para que ela não cumpra a sua missão evangelizadora. Portanto, está sutilmente ao derredor dos crentes, procurando destruir a comunhão pessoal com Deus e levando-os ao questionamento da fé em relação aos padrões da sociedade contemporânea.
Com isso, Satanás tem levado os crentes, habilmente, a questionar e a rejeitar a Bíblia quanto aos valores absolutos para a ética e a moral. Ter a fé testada através do sofrimento, esperar com paciência a ação divina, e tantas outras situações de fé e esperança, nem pensar para os crentes atuais. Para os crentes nominais, tem que ser fé sem compromisso; louvor necessariamente barulhento; moral mundana; etc. Satanás tem, engenhosamente, através da mídia, motivado os crentes a serem condescendentes com o pecado, afinal de contas a natureza humana é pecaminosa; Satanás tem de modo imperceptível, feito com que os crentes rejeitem a mensagem da cruz e se deliciem com palavras de auto-ajuda e prosperidade financeira e vibrem com a possibilidade de serem curados com o suor do pregador, ou terem a solução para as aflições pisando em Satanás e nos demônios. Pessoalmente creio, sem entrar em discussão teológica ou doutrinária, que muitos membros das igrejas, são crentes nominais. Crentes nominais pregando a Palavra; crentes nominais dirigindo o louvor; crentes nominais aconselhando; crentes nominais evangelizando; crentes nominais orando; crentes nominais dizimando e ofertando; crentes nominais na Diretoria, no Diaconato, no Presbitério, na liderança em geral e no pastorado. O inferno está às gargalhadas porque os crentes nominais, influenciados pelo mundo, estão sendo levados para o inferno pensando que estão caminhando para os céus. Ora, se são crentes nominais nunca tiveram a genuína experiência de salvação, não nasceram de novo, mas estão conduzindo a igreja neste mundo fora dos padrões bíblicos.
Escrito por Pr. Gilberto Mynssen Ferreira às 00h20
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A Confiança No Senhor.
No salmo 37 o salmista descreve a vida do justo como alguém sendo dirigido e abençoado, cuja esperança é alimentada por Deus. A vida do justo não é fácil; é difícil; é desafiadora. Ele é tentado, experimentado e perseguido, mas pode contar com o Deus verdadeiro ao seu lado. O significado de “justo”, para Davi, é aquele que vive de conformidade com a Lei, a qual era o padrão objetivo para considerar alguém justo ou não. Na mente do salmista, o justo, então, era aquele que cumpria os preceitos da Lei e vivia em estado de obediência a Deus.
No Novo Testamento o conceito não está relacionado com o cumprimento da Lei. Paulo diz que “pela fé” somos “aceitos por Deus”, e isso acontece “por nosso Senhor Jesus Cristo”. Somos justos, não no sentido moral de não termos pecado algum, mas no sentido de que fomos salvos por Cristo. É mediante sua obra que somos aceito por Deus. Somos justos por um ato de Deus em Cristo.
O salmista mostra a vida daquele que teme a Deus como difícil, porém com melhores perspectivas do que a do ímpio, que não tem segurança quanto ao futuro. O justo sente segurança aqui e agora, pois ele morará, viverá na terra. O salmista não contempla a benção apenas depois da morte, mas ainda em vida. É a vida abundante que Jesus ensina em João 10: 10. Se olharmos só para a riqueza material, então aumenta a dificuldade de entender a benção de Deus na vida do justo.
Aquele que teme a Deus é capaz de ter um espírito quieto e confiante, apesar de todas as dificuldades (1, 7, 8). A base da sua confiança não está em si mesmo nem naquilo que possui, mas em Deus, que é a sua razão de ser e de viver. Quando olhamos com os olhos da fé em Deus a visão é completamente outra daquela que estamos acostumados a ter quando agimos com falta de fé.
O homem que confia no Senhor pode ser perseguido, mas nunca se sentirá abandonado, segundo os versículos 12 – 15. Deus está no controle de todas as coisas e “sabe que o dia (dos maus) está chegando” (13), ou seja, ele sabe quando será a retribuição aos atos dos perseguidores. A astúcia, o ódio, a violência, o erro, estão com os dias contados.
Outro ensino sobre o justo é a certeza de que ele pode parecer não ter nada, mas, na verdade, é possuidor de tudo. A riqueza não é simplesmente material. O homem de Deus é rico de visão do futuro, é confiante, tem perspectivas seguras e maduras. É dono de uma melhor concepção de vida e de seus valores. Sabe qual é o sentido da vida. Tem consciência do valor de tudo o que Deus coloca em suas mãos. Não se sente o dono, mas um mordomo fiel e obediente. A sua riqueza está em Deus e não nos bens puramente materiais (I Timóteo 6: 17 – 19).
O homem temente a Deus é uma benção para os outros. Ele não será dirigido pelo egoísmo, mas pelo princípio de abençoar os outros. O crente enriquece a muitos (21, 22, 26). Ser uma benção para os outros é um princípio básico da vida do crente. É amplamente ensinado na Bíblia. Não podemos nos fechar numa vida egoísta e deixar de abençoar a vida dos outros (Salmo 112).
O homem de Deus cai? Segundo os versículos 23 e 24, sim. Mas quando isso acontece, não ficará caído. Que mensagem para os que se sentem fracos! Este não é um estímulo para quem quer viver caindo. Não se trata de queda deliberada, planejada, mas daquilo que acontece em nossas vidas sem que queiramos. Ninguém deve ficar contente quando está prostrado, mas deve reconhecer sua condição e pedir ao Senhor para levantá-lo.
Como o crente pode conquistar essa atitude em relação à vida, conforme foi descrito até aqui? O próprio Salmo 37 dá a resposta: a) aprender a olhar de forma natural (2, 10). Quando olharmos para os que estão prosperando de forma desonesta e nos parecer que, no presente, não serão punidos, devemos entender que isso não ficará assim para sempre. O que a pessoa faz no presente determina muito o seu futuro. É a lei da semeadura e da colheita (Gálatas 6: 7). A visão natural é saber que tipo de futuro cada um terá. O ensino de Jesus é para que ajuntemos tesouros no céu, ou seja, para que vivamos de forma a estabelecer uma ligação entre os valores eternos do reino de Deus e os valores que vivemos cada dia. O homem de Deus sabe que o futuro feliz vale todo o esforço em resistir aos problemas e dificuldades presentes. b) aprender a olhar para a direção certa (3 – 7). Em vez de ficarmos olhando para o homem sem Deus, devemos olhar para Deus. Olhar, aqui, é mais que simples levantar de olhos para o céu. O salmo 37 mostra diversas atitudes que o crente deve tomar para que tenha uma vida abundante: confiar no Senhor (3); alegrar-se no Senhor (4); entregar o caminho ao Senhor (5); ter uma vida construtiva (1, 3, 7, 8, 27, 37).
Deus tem a visão objetiva de todas as coisas, pois ele conhece todas as coisas. Confiar é entregar a vida ao Senhor que tudo conhece. É entrega incondicional. Tudo o que somos, temos e o que viermos a ser e a ter deve ser colocado em suas mãos. Isso é confiar! Ou entregamos tudo, ou não entregamos nada. Não existe meio-termo.
A alegria do ímpio é falsa porque está baseada nos seus bens perecíveis. Deus não deseja seguidores que estejam vivendo a vida cristã como se estivessem carregando um fardo insuportável. O autor do Salmo 98 diz que o louvor é algo espontâneo, é o compartilhar uma alegria – “Celebrai com júbilo ao Senhor...”.
Os conselhos práticos, do salmista, para o cultivo da felicidade são: não se aborreça, não tenha inveja, faça o bem, tenha paciência, não se irrite, afaste-se do mal, preste atenção nos bons e observe os honestos. A conseqüência será experimentar a paz “que está além da compreensão humana” (Filipenses 4: 7). Amém!
Sola Gratia! Soli Deo Gloria!
Escrito por Pr. Gilberto Mynssen Ferreira às 03h23
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Adorai o Senhor!
“Dai ao Senhor a glória devida ao Seu nome; adorai o Senhor na beleza da sua santidade”. Salmo 29:2.
O salmista Davi nos ensina que Deus só pode ser adorado por pessoas que vivam uma vida de santidade, ou seja, um viver que tenha a vitalidade da vida de Cristo, que é renovada pelo poder do seu Espírito, de modo contínuo, permanente, mediante verdadeiro compromisso com Ele e profundo fervor na devoção. O crente em pecado não confessado, não pode aproximar-se de Deus e oferecer-lhe culto, porque estando em trevas espirituais, precisa de libertação e restauração; sofre prejuízo espiritual (cf. I Coríntios 3:15).
Aquele que abusa da doutrina da graça e leva uma vida religiosa pecaminosa, indolente e frouxa, não adora a Deus, participa apenas de um ato religioso, pois ele mesmo não está em condições de oferecer louvor e adoração ao Eterno. A Bíblia afirma que Deus escolheu pessoas para a santidade e para a retidão – “Mas devemos sempre dar graças a Deus, por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito e fé da verdade, para o que, pelo nosso evangelho, vos chamou, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo”. (II Tessalonicenses 2:13, 14). Deus não suporta a iniqüidade junto ao culto solene (cf. Isaías 1:13). Diz o Dr. Russel Shedd: “Parece-me que a única tristeza que nos aguarda no céu é aquilo que poderíamos ter sido, se tivéssemos sido orientados pelo Espírito; e o que fomos, rebelando contra a vontade e o amor de Deus”.
Cultuar é estar na presença do Deus invisível, adorando-o pelo que representa em nossa vida diária. Jesus disse que nosso Pai esforça-se por achar verdadeiros adoradores que O adorem em espírito e em verdade (cf. João 4:23). Aqueles que procuram adorar, sem se guardarem de uma vida pecaminosa, prestam falsa adoração, porque estão sendo simplesmente formais naquilo que estão realizando. O verdadeiro adorador tem a consciência de estar prestando honra, glória, louvor e ações de graças ao único e verdadeiro Deus: “Louvarei ao Senhor em todo o tempo; o seu louvor estará continuamente na minha boca. A minha alma se gloriará no Senhor; os mansos o ouvirão e se alegrarão. Engrandecei ao Senhor comigo, e juntos exaltemos o seu nome” (Salmo 34:1-3).
O adorador busca, a cada dia, estar no centro da vontade de Deus, procurando, cheio do Seu Espírito, conhecer o Seu propósito, aprendendo a obedecer, a esperar, a ter fé, a depender de Deus; em suma, a se renovar, a reaprender, a se conscientizar, continuamente, quanto aos princípios da fé e aos valores que norteiam a vida cristã. “Portanto,... deixemos todo embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia e corramos, com paciência, a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus,... para que não enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos... Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem” (Hebreus 12:1-3, 14-15).
Portanto, o crescimento em uma vida santa leva o adorador, voluntária e conscientemente, a buscar e apropriar-se, diariamente, em Cristo, da mortificação das obras da carne: imoralidade sexual, impureza, sensualidade, idolatria, bruxarias, ódio, brigas, ciúmes, iras, egoísmo, rixas, divisões, inveja, embriaguez, orgias e coisas iguais a estas (cf. Gálatas 5:20-21 – NT Versão Fácil de Ler). Essas atitudes refletem as más relações com o próximo, delitos de natureza religiosa e trato errado para com o próprio corpo. Charles Spurgeon, o Príncipe dos Pregadores, afirma: “Oh, amados! Jamais pensem que são eleitos enquanto não forem santos. Você pode aproximar-se de Jesus Cristo como um pecador, mas não pode aproximar-se Dele como uma pessoa eleita enquanto a sua santidade não for visível. Portanto, não entendam mal o que aqui assevero: Não pense que você pode continuar no pecado e ainda pertencer ao grupo dos eleitos. Isso é algo simplesmente impossível. Os eleitos de Deus são santos. Não são puros, não são perfeitos, não são imaculados. Porém, levando-se em conta as vidas deles como um todo, eles são pessoas santificadas. São pessoas marcadas, separadas dos seus semelhantes”.
Em outras palavras, Spurgeon está dizendo que em Jesus nós somos santificados, ou seja, temos a santificação a nossa disposição, fomos separados do pecado e separados para Deus. Em Cristo, obtivemos uma nova posição moral e judicial, que deve resultar em novos desejos e propósitos, que são progressivos. Portanto, somos exortados a continuar a progredir cada vez mais, reproduzindo em nossas atitudes diárias, no convívio social, os novos valores oriundos da fé em Cristo. Se não, acumularemos perdas espirituais que terão o seu reflexo na eternidade. Não estou falando em impecabilidade, o que é impossível por causa da natureza humana contaminada pelo pecado, mas estou querendo que compreendam que Deus não recebe culto de crente que esteja em pecado, vivendo com valores não transformados e sem uma comunhão com Cristo, por não ter a consciência de ser escravo de Cristo e da Sua justiça, conforme o capítulo 6 da Carta aos Romanos.
O Profeta clama: “Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem o seu ouvido, agravado, para não poder ouvir. Mas as vossas iniqüidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça” (Isaías 59:1-2). “A tua ruína, ó Israel, vem de ti...” (Oséias 13:9). Todas as vezes que necessário, diga a Deus Pai: “Eu pequei. Preciso do teu perdão”. Não devemos buscar justificações a partir de razões que a Bíblia considera falsas. Daniel Mastral, à luz da sua experiência, escreve: “Uma coisa é estarmos tentando com todas as nossas forças alcançar a santidade em tudo... e ainda assim falharmos. Outra coisa é relaxarmos: “Ah! Não consigo mesmo!”“. E continuarmos pecando”. Paulo, apóstolo, alerta: “Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça seja mais abundante? De modo nenhum! Nós que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?... Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências;... Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça?”(Romanos 6:1-2,12-16). A vida do crente é um processo de aperfeiçoamento diário, em cumplicidade com o Espírito Santo, visando mortificar a natureza pecaminosa. Convém lembrar que a santidade de vida não é esforço da carne e nem produto da mente, é uma busca incessante pelo Senhor. O salmista proclama: “Ó Deus, tu és o meu Deus; de madrugada te buscarei; a minha alma tem sede de ti; a minha carne te deseja muito em uma terra seca e cansada, onde não há água” (Salmo 63:1); “Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus!”(Salmo 42:1); “Quando tu disseste: Buscai o meu rosto, o meu coração te disse a ti: O teu rosto, Senhor, buscarei” (Salmo 27:8); “A minha alma está anelante e desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne clamam pelo Deus vivo”. (Salmo 84:1).
Mary Baxter, escritora, diz: “Quando estamos passando por provações, angústias e tristezas, Deus quer que o louvemos. Devemos louvá-lo, não por causa das tristezas ou provações, mas porque o amamos. Quando adoramos a Deus, o que fazemos é para Ele, e não para nós. Ao louvarmos o Senhor pelas poderosas obras que Ele fez por nós, desviamos o foco do nosso louvor de nós mesmos e o concentramos na pessoa de Deus. No processo que nos leva a adorá-lo, passamos a compreender que Ele é o único que pode resolver os problemas que estamos enfrentando, e podemos confiar que Ele virá em nossa ajuda. Assim, na verdade somos beneficiados quando verdadeiramente louvamos e adoramos o Senhor”.
Uma vida santa exige renúncias e tratamento do pecado na presença de Deus, diariamente. Como Mark Bubbeck, oremos: “Pai Celestial, peço agora que através deste dia tu me vivifiques; mostra-me como Satanás está impedindo, tentando, mentindo, dissimulando e distorcendo a verdade em minha vida. Capacita-me a ser agradável a Ti. Capacita-me a orar com ousadia. Capacita-me a ser mentalmente agressivo e a pensar os teus pensamentos de acordo contigo, e a dar-te o teu lugar de direito na minha vida".
Busquemos uma vida de santidade para podermos adorar ao nosso Deus. A inveja e a amargura no coração de Caim fizeram com que Deus rejeitasse o seu culto. O apego ao que é mundano, pela superficialidade em viver a vida em Cristo, desvirtuará os valores que devem nos conduzir e nos impedirá de apresentar a Deus o culto que lhe é devido, como sendo expressão de todo louvor e gratidão pelo que Ele representa para a nossa vida – “Daí ao Senhor a glória devida ao seu nome; adorai o Senhor na beleza da sua santidade”.
Sola Gratia! Soli Deo Gloria!
Escrito por Pr. Gilberto Mynssen Ferreira às 00h01
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