O NOVO ENDEREÇO DO BLOG PALAVRA VIVA E VERDADEIRA - SOLA GRATIA! É:
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Música & Música
A natureza executa uma eterna sinfonia, com os mais diversos sons. A orquestração é perfeita. Sem ferir os tímpanos dos ouvintes, podemos apreciar o belo da música. O livro de Jó 38:4 e 7 dizem que as estrelas da alva cantavam enquanto o Universo ia sendo criado. O regente supremo com sua maviosa voz ordenava e tudo era executado. É o poder da Palavra e a Palavra de poder. Assim Deus nos deu a Música como instrumento de comunhão e reflexão. Reconhecimento que a vida há que ser vivida em sintonia com a pauta composta pelo Senhor. Eis a razão porque a música exerce atração irresistível sobre o ser humano. Os cânticos, os louvores e os belos hinos que expressam as grandes verdades bíblicas há que integrar o culto que prestamos ao Senhor.
Na formatação da liturgia no tempo do rei Davi, encontramos pessoas eruditas e treinadas a executar os cânticos nos cultos. Não havia ordem improvisada no culto. Os músicos executavam com perfeição os vários instrumentos. Havia os que ensinavam e os que permitiam ser instruídos. A filosofia de Davi, o harpista de Israel, era: Deus merece o melhor. Tudo para Deus há que ser feito com dedicação exclusiva. A liturgia do culto seguia uma ordem adrede estabelecida.
Há dias, ao oferecer um boletim da Igreja a uma jovem advogada, membro de grande Igreja, ela reagiu com espanto e disse ao esposo: "Olha, há ordens dos cultos impressas!". Ante o meu questionamento sobre o porquê do espanto por ordens de cultos, ela concluiu: "Pastor, há anos não vejo uma ordem de culto. Embora seja atuante na minha Igreja". Não dá para entender um culto sem ordem pré estabelecida. A desculpa de que o Espírito Santo improvisa nada mais é do que preguiça mental e descaso com Deus. Todos os atos de Deus são ordenados com precisão absoluta. Se há algo que Deus não faz é improvisar. Da salvação preparada e executada antes da criação do universo à consumação dos tempos com a volta de Cristo, não há lugar para improvisos no agir do Senhor. Creio que o Espírito Santo atua com alegria na vida dos salvos que planejam o melhor para oferecê-lo em expressão de culto sincero. O que seria de nós se Deus resolvesse improvisar? Ficaríamos loucos.
Na noite em que Jesus nasceu o Pai já havia preparado um coro angelical para saudar a chegada do Salvador ao mundo dos homens. Na hora certa o coro cantou. No tempo certo Jesus nasceu. (Gl 4.4). No lugar certo. Nas circunstâncias adrede preparadas. O mundo estava preparado para a chegada do Salvador. A ordem do culto No primeiro Natal foi elaborada com antecedência e executada seguindo a ordem pré-estabelecida.
Enfrentamos dificuldades quase insolúveis em relação a música atual em nossas Igrejas. Coros não existem mais. Dá muito trabalho comparecer aos ensaios. Instrumentistas não querem estudar e escasseiam. A garotada quer bater na bateria. Tocá-la, não! Um curso de baterista exige muito tempo. Confunde-se música com barulho. São várias as igrejas que enfrentam ações judiciais propostas pelos vizinhos que reclamam do barulho excessivo. Toda razão aos vizinhos dos templos barulhentos. Deus não é surdo. Nunca gritou com ninguém. Não precisa de gritos para se fazer ouvir.
É hilariante ver bateristas dentro de roldanas de vidro, numa tentativa de amenizar seus sons estridentes. A preguiça em estudar responde pela mediocridade do tipo de música usado nos cultos. Instrumento importante é exorcizado pela inépcia dos que o executam.
Não menos horríveis são os tais "corinhos, cânticos de louvor, hinetos" ou outros nomes que se queira dar ao momento do barulho. As letras ferem a gramática. Assassinada a língua, transmitem mensagens de total ignorância espiritual. A repetição cansativa, durante quarenta minutos, às vezes mais, num culto de noventa minutos, cansa e leva o ouvinte a total desprezo pela mensagem transmitida.
As heresias cantadas assustam até mesmo o inimigo das nossas almas. Canta-se porque foi composto por alguma comunidade em eminência embora herética. Sobe-se como Zaqueu. Derrubam-se as muralhas de Jericó, que não mais existem. Repete-se que Deus é grande guerreiro da cantoria desentoada. Sobe-se acima do trono de Deus para entronizar Jesus, que já está entronizado e jamais será entronizado por humanos pecadores. Toca-se nas vestes de Jesus, Todo mundo quer tocar nas vestes de Jesus. O resultado aí está: salvos sem doutrinas. Sem alegria em servir. Sem testemunho. Sem pedigree cristão. Misturados com grupos heréticos. Sem identidade bíblica. A falta de identidade doutrinária caracteriza o salvo, tornando-o presa fácil das artimanhas de satanás.
Precisamos com urgência voltar à boa música. Cânticos que tenham mensagens definidas. Que gerem edificação na experiência de cada salvo. Desafio a testemunhar o poder transformador do Evangelho de Cristo. Cultos que produzam os resultados propostos por Paulo ao escrever 1Coríntios 14.24,25. Os incrédulos precisam concluir que Deus se faz presente nos cultos que prestamos. Quando não há diferença entre balada e o culto, não há como confessar a presença de Deus na adoração.
A música há que ser usada como fator de transformação. O seu poder de atração há que ser instrumento de convencimento de pecado e estímulo sincero ao arrependimento. Não basta cantar. É necessário saber o que estamos cantando. As inúmeras comunidades, comerciais, têm lançado no mercado evangélico uma enxurrada de heresias. Além de música de péssima qualidade, persiste o assassinato da língua mãe. As heresias mais esdrúxulas são cantadas a todo pulmão. "Tocar em Deus, revelar-se insaciável, subir além do trono do Senhor", letras humanistas, algumas espíritas kardecistas, são cantadas sem uma análise criteriosa da verdade em nossos cultos.
É bom cantar. Mas cantar algo que edifique sem triunfalismo. Nada de lutar, vencer e superar todos os obstáculos com varinha de condão. A vida cristã bíblica não é isso. O Evangelho da prosperidade, sem o Evangelho de Cristo, não oferece prosperidade a ninguém. Vamos cantar com o coração, com a alma, com a mente, mas sem desprezar as verdades bíblicas. Louvamos a Deus pela música e os músicos sérios, comprometidos com Deus e com sua Palavra, que a produzem. Seja um bom músico. Louve e estimule outros a louvar com sabedoria.
Heresias não servem como instrumento de louvor. Cuidado com a letra e com a música. Deus merece o melhor.
Pr. Julio Oliveira Sanches – Primeira Igreja Batista em Sorocaba, SP.
EVANGÉLICOS VAZIOS DO EVANGELHO
Pois não me envergonho do Evangelho, porque é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu, e também do grego Romanos 1.16
Nunca se viu evangélicos tão vazios do Evangelho. Multidões abarrotam igrejas evangélicas e cada dia novas igrejas são organizadas. No nosso país “os crentes” estão a ocupar espaços até então monopolizados pela igreja católica. Através de programas de televisão, rádios, livros conferências e acampamentos, os “evangélicos” têm propagado a sua mensagem e crescido numericamente. Mas, quando nos deparamos com alguns Evangélicos notamos que ignoram o poder transformador do Evangelho. O que está acontecendo?
A grande maioria dos que se professam cristãos desconhecem os pilares fundamentais da fé cristã. Dúvidas, incertezas, fé desprovida de conhecimentos bíblicos e heresias povoam a mente dos evangélicos. A gravidade do problema não se limita a igreja local, ou às fronteiras do aprisco evangélico, porém estende-se a todos os cristãos de nossos dias. Ocorre uma volatilização do Evangelho no povo que se denomina Evangélico. São vários os fatores para essa evaporação do Evangelho. Entre eles está a mentalidade do homem pós-moderno e a maneira como o Evangelho tem sido apresentado.
Chegou à hora de todos os que professam o cristianismo reverem os fundamentos da fé. Os evangélicos sempre criticaram os católicos porque estes pararam no Calvário. Depois, os pentecostais censuraram as denominações históricas por elas permanecerem no jardim da ressurreição sem nunca chegarem ao Pentecostes. Porém, se queremos que realmente Deus seja glorificado e os pecadores regenerados, precisamos urgentemente resgatar o espírito do kerigma cristão, ou seja, a proclamação do Evangelho em alta voz. Cristo e seu evangelho eram os fundamentos da mensagem da Igreja Primitiva, como também do apóstolo Paulo: Irmãos, venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei, o qual recebestes e no qual ainda perseverais por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei, a menos que tenhais crido em vão. Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi; que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras (1ª. Coríntios 15.1-4). O único fundamento que Deus ordenou como base para a fé dos pecadores sob condenação: “Porque ninguém lança outro fundamento, alem do que foi posto, o qual é Jesus Cristo” (1º. Cor. 3-11).
Primeiramente, analisemos o porquê dos cristãos estarem deixando de edificar suas vidas e a igreja, sobre fundamentos propostos por Deus. O homem pós-moderno tem acesso a uma enorme gama de informações tecnológicas, cientificas e religiosas como em nenhuma outra geração na história da humanidade. As pessoas se tornaram viciadas em informações e noticias, o que lhes importa é o que acontece no mundo. Nesse frenesi por atualização surge uma apatia e uma falta de interesse por qualquer valor antigo. Novidade é o que move o sistema deste mundo. Essa busca constante por informações cada vez mais freqüentes e diversificadas faz com que os cristãos pós-modernos não se aprofundem nas verdades bíblicas. Contentam-se com um saber superficial. Infelizmente muitos destes são os que engrossam as fileiras do exército de cristãos nominais.
Tempo difícil é o que enfrentamos quanto à evangelização. Muitos dos que se dizem interessados pela Palavra de Deus, no fundo estão mais interessados pelas palavras do pregador. Abarrotam a mente com conhecimento bíblico, porém o coração permanece vazio. A inundação de transformações gerou um esvaziamento do saber. A razão foi substituída pela emoção. Nas igrejas é comum vermos crentes mais hipnotizados pelas luzes e pelo barulho dos grupos de louvor do que pela palavra proclamada no púlpito. As músicas evangélicas se tornam ricas de embalos e pobres de conteúdo.
A outra razão de haver tantos crentes nominais é a maneira como o Evangelho tem sido apresentado. As pessoas precisam compreender que nada podem fazer quanto à salvação, pois esta é uma obra exclusivamente de Deus. Os pecadores são incapazes de contribuir para sua própria salvação. Sendo pecadores, estão debaixo do jugo do pecado e sob o julgamento de Deus. O Evangelho é, antes de tudo, sobre Cristo. São fatos conforme afirma o apóstolo João: registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome (João 20-31). O Evangelho é mensagem de boas novas. Originalmente é o anúncio da vitória. A Boa Nova de que Deus abriu em Cristo um caminho de salvação para todos.
O evangelho é uma obra totalmente divina. Uma das grandes dificuldades entre os cristãos é discernir a obra de Deus em nós por Cristo, e a obra de Deus em nós pelo Espírito Santo. O Evangelho consiste dos fatos que tratam sobre Jesus Cristo, e o que Deus fez para nos resgatar do pecado. O Evangelho é totalmente e inteiramente objetivo, não depende de forma alguma do homem. Trata-se da ação de Deus e não dos homens. Os problemas começam a ser gerados quando nós fazemos as pessoas olharem para o que precisa ser realizado dentro delas. A obra redentora de Cristo é algo que aconteceu fora de nós. Foi uma obra que Cristo Jesus consumou uma vez para sempre. Jesus, porem, tendo oferecido para sempre, um único sacrifício pelos pecados assentou-se a destra de Deus, é o que encontramos em Hebreus 10.12. O pecador precisa ser ensinado que suas obras ou sua disposição em obedecer aos mandamentos em nada contribuem para a sua aceitação diante de Deus. O pecador precisa ser levado a tirar os olhos de si mesmo e confiar somente em Cristo e em sua obra de salvação.
Precisamos aprender como pregar o Evangelho. O pecador precisa ser conduzido ao ponto onde reconheça que não é capaz de nada fazer para se salvar. Porém, ao anunciarmos o Evangelho da graça de Deus precisamos tomar certos cuidados. Tendo-lhe afirmado que não há nada que ela possa fazer se voltarmos para as pessoas afirmando, agora você precisa entregar sua vida a Jesus, qual será o resultado disso? Confusão em torno do Evangelho! Se a atenção delas estiver voltada para dentro, no que elas devem fazer, até as salvas terão dúvidas quanto à salvação. Uma interrogação surgirá sempre em seus corações: Será que fui sincero suficientemente? Será que fiz tudo corretamente?Será que realmente aceitei a Cristo? Será que verdadeiramente entreguei o meu coração ao Senhor? Neste caso o interesse e a preocupação das pessoas ficaram voltados para dentro de si mesmos e sua própria experiência. Deixando de fixar os olhos e a fé na morte, sepultamento e ressurreição de Cristo e nossa participação com ele. “De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na semelhança da sua ressurreição; Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado” (Romanos 6-4.6). “Sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos” (Col.2-12). É nisto que a nossa confiança deve repousar.
A nós cabe o desafio de proclamarmos o Evangelho de poder. Não um Evangelho descorado do colorido da graça eterna de Deus, mas o que transforma pecadores em santos. Sobre nós pesa a mesma responsabilidade do apóstolo Paulo. “Se anuncio o Evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho! Se o faço de livre vontade, tenho galardão; mas, se constrangido, é, então a responsabilidade de despenseiro que me está confiada (1º. Cor. 9-16. 17). Se formos pessoas regeneradas pelo poder de Deus e andarmos segundo os Seus princípios, certamente veremos o abundar e o transbordar do Evangelho em nossos corações para a vida de outras pessoas.
Autor desconhecido. Texto recebido pela internet.
ALEGRIA NA PROVAÇÃO: a chave do crescer!
Ninguém evita a dor de existir.
De um modo ou de outro a experiência da dor é algo tão presente na vida quanto à própria experiência do existir.
Sente-se dor ainda no ventre materno. Sente-se dor ao nascer. Sente-se dor para comer. Sente-se dor para mastigar. Sente-se dor de quedas. Sente-se dor para andar. Sente-se também a dor que decorre do brincar. Sentem-se as dores do aprender. Sente-se a dor do amar. Sente-se a dor do perder. Sente-se a dor do esperar. E, quanto mais o tempo passa, mais são sentidas todas as dores de ser, tanto no corpo, quanto na alma e no espírito.
A lista de experiências de dores é infindável. Porém, a dor é inevitável.
É por isto que Tiago, o irmão do Senhor, autor da Epistola, nos diz que devemos ter por motivo de toda alegria o passarmos por [várias] todas as tribulações. Pois, diz ele, é pela provação do sentido da vida como fé e amor, que o ser cresce para tornar-se forte e resistente; ou seja: perseverante.
E mais:
Tiago diz que é pela perseverança que tem ação completa, ou seja: que termina o trabalho e nunca desiste antes — que o nosso homem interior vai ganhando completude e caminha para a perfeição do ser em-si; crescendo em inteireza, em integridade, em plenitude.
Assim, quem não enfrenta a dor inevitável do existir com toda alegria, entendendo cada coisa como oportunidade de crescimento e amadurecimento, jamais tirará da vida o seu bem, que é a produção de um homem [mulher] adulto em Cristo; o qual ama a Deus por Deus e por nada mais.
Sem esta consciência em fé a existência é apenas uma Fábrica de Amarguras e Ódios Latentes.
Veja o que você quer. A dor é inevitável. Escolha se você vai passar por ela com toda alegria, ou se deixará que a dor seja o seu humor.
Pense nisto!
Caio Fábio
A última moda da IURD é fazer sacrifício no altar com direito a sangue cenográfico.
http://bereianos.blogspot.com/2009/11/ultima-moda-da-universal-e-fazer.html
Ação urgente contra o PLC 122/06
Estimado (a) líder.
Eu já devia ter-lhe avisado que foi aprovado no dia 10 de novembro, na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, o PLC 122/06, que visa criminalizar qualquer manifestação contrária ao homossexualismo.
Para ter mais informações sobre isto, favor acessar o blog do Julio Severo - www.juliosevero.com no qual há, inclusive, uma manifestação da Senadora Fátima Cleide (PT/RO), que é relatora deste projeto e amplamente favorável ao mesmo. Aliás, esta aprovação foi uma manobra da Senadora, pois introduziu mudanças no projeto, porém com o objetivo de aprovar a questão do homossexualismo.
Ainda destaco que voltou a enquete do Senado neste link http://www.senado.gov.br/sf/senado/centralderelacionamento/sepop
Chamo a atenção para a artimanha deste pessoal, pois quem não estiver atento votará no sim, mas é necessário votar não, porque ser contra este projeto não é discriminar, não é tratar mal os homossexuais, apenas é optar pela garantia da liberdade de pensamento, de expressão e de culto.
Então, caro líder, vote, divulgue para seus contatos, inclusive para os membros da igreja. Além disso, é possível entrar em contato com os senadores via e-mail (veja como fazê-lo no blog do Julio Severo - aliás, preciso explicar um pouco que o material que fala do PLC 122/06, está logo abaixo do primeiro artigo que aparece no blog, enfim, se necessário, procure um pouco). E também pelo Alô, Senado: 0800.612211.
É preciso agir, pois há a possibilidade de a questão ser votado esta semana na Comissão de Direitos Humanos do Senado. Lembremo-nos que o mal só irá prevalecer se os bons se omitirem. Não vamos fazer isto por amor à verdade.
Um fraterno abraço e obrigado pela ajuda!
Carlos Osmar Trapp - OPBB/3650
Morrer é Grande Lucro Cinco Razões para Isto
Para toda pessoa melancólica, que pensa de maneira patológica sobre a morte, existem provavelmente milhões de pessoas que não pensam muito a respeito dela. Quando Moisés contemplou a brevidade da vida, ele orou: “Ensina-nos a contar os nossos dias” (Sl 90.12). É bom pensarmos na morte. Devemos viver bem para que morramos bem. Parte do viver bem inclui o aprendermos por que a morte é lucro.
Nesta meditação, oferecemos cinco razões, mas elas representam apenas um pouco das glórias. Por exemplo, elas não contemplam a grande glória da ressurreição; mas, embora fiquem aquém daquele grande Dia, existe o suficiente para nos deixar sem fôlego e dizer, como Paulo:
Para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro.
1. No momento da morte, os crentes serão aperfeiçoados.
Não haverá mais pecado em nós. Acabaremos com a luta interior e com os desapontamentos de ofender o Senhor, que nos amou e a Si mesmo se entregou por nós.
“Mas tendes chegado ao monte Sião e à cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial, e a incontáveis hostes de anjos, e à universal assembléia e igreja dos primogênitos arrolados nos céus, e a Deus, o Juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados” (Hb 12.22-23).
2. No momento da morte, seremos libertos do sofrimento deste mundo.
Ainda não desfrutaremos da alegria da ressurreição, mas teremos o gozo de ser livres do sofrimento. Jesus contou a história de Lázaro e o rico para mostrar a grande reversão que ocorre na morte: “Então, [o rico] clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim! E manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro igualmente, os males; agora, porém, aqui, ele está consolado; tu, em tormentos” (Lc 16.24-25).
3. No momento da morte, ganharemos profundo descanso em nossa alma.
Haverá uma serenidade sob o olhar e o cuidado de Deus que ultrapassa qualquer coisa que já conhecemos neste mundo, no mais brando entardecer de verão, ao lado do mais pacífico lago, em nossos momentos mais felizes.
“Vi, debaixo do altar, as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam. Clamaram em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? Então, a cada um deles foi dada uma vestidura branca, e lhes disseram que repousassem ainda por pouco tempo” (Ap 6.9-11).
4. No momento da morte, experimentaremos um profundo senso de estar em casa.
Toda a raça humana, mesmo sem perceber, sente muita falta de Deus. Quando formos ao lar, para viver com Cristo, haverá um contentamento que excede qualquer senso de segurança e paz que conhecemos. “Estamos em plena confiança, preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor” (2 Co 5.8).
5. No momento da morte, estaremos com Cristo.
Cristo é a pessoa mais maravilhosa que qualquer outra na terra. Ele é mais sábio, mais forte e mais amável do que qualquer pessoa com quem nos alegramos em passar tempo. Cristo é sempre interessante. Ele sabe exatamente o que fazer e o que dizer, em cada momento, para tornar os seus amigos tão felizes quanto puderem ser. Cristo transborda amor e infinita percepção a respeito de como usar seu amor para fazer que os seus sintam-se amados. Por isso, Paulo disse: “Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro. Entretanto, se o viver na carne traz fruto para o meu trabalho, já não sei o que hei de escolher. Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor” (Fp 1.21-23).
Com estas cinco razões para considerarmos a morte como lucro, vimos apenas a superfície da maravilha. Existe mais — muito mais.
Extraído do livro: Uma Vida Voltada para Deus.
Os cinco pontos das Igrejas Batistas Reformadas
Um breve esboço de nossas convicções distintivas:
I. REFORMADA
A. Sola Scriptura - A Bíblia é a autoridade completa, fechada e clara em todas as matérias de fé.
B. Solus Christus - Nossa confiança para a salvação está somente em Jesus Cristo.
C. Sola Gratia – a Graça assegurou a redenção sem referência a obras.
D. Sola Fide - Somos declarados justos por Deus somente pela fé [1].
E. Soli Deo Gloria – A finalidade da criação e redenção é a glória de Deus.
II. CALVINISTA
A. Depravação total - A queda de Adão afetou a totalidade da pessoa do homem [2].
B. Eleição incondicional – A Eleição não é baseada na presciência da fé ou em obras [3].
C. Expiação limitada – A redenção foi obtida por Cristo para os eleitos [4].
D. Graça irresistível – A regeneração pelo Espírito santo é eficaz para os eleitos.
E. Perseverança dos Santos - Deus vai, pela graça, completar o que Ele começou na regeneração.
III. PURITANA
A. Piedade na Adoração - Princípio Regulador do Culto [5], o Dia do Senhor como um Sabbath Cristão.
B. Piedade na Pregação - Primazia da pregação. Ênfase na exposição e na aplicação.
C. Piedade na Instrução - Confessional e católica. Propagar aquilo que nós cremos que a Bíblia ensina [6].
D. Piedade na Família - Pais devem instruir (catequizar) e disciplinar os seus filhos no Senhor.
E. Piedade no Comportamento - Manter uma boa consciência diante de Deus e dos homens.
IV. PACTUAL
A. Unidade da Bíblia - Muitas partes, mas uma só mensagem.
B. Interpretação Cristocêntrica - a pessoa de Jesus, Sua obra e Seu reino, é o tema da Bíblia.
C. Distinção entre Lei / Evangelho – A Lei [7] ordena e condena. O Evangelho salva [8].
D. Um meio de salvação - Cristo salvou todos os eleitos ao longo de todas as eras.
E. Visão otimista da história - Jesus Cristo é agora Rei, reinando sobre todos. Ele virá em breve.
V. BATISTA
A. Prática Eclesiástica Bíblica – Ordenanças só para crentes [9]. Disciplina da igreja exercida com amor.
B. Liberdade Eclesiástica Bíblica - O Estado não deve intrometer-se em assuntos da consciência.
C. Governo de Igreja Bíblico - Presbíteros e diáconos. A congregação local escolhe seus líderes [10].
D. Crescimento de Igreja Bíblico - Proclamação do Evangelho para o mundo. Arrependimento e Fé exigidos de todos.
E. Ministério Eclesiástico Bíblico - Sacerdócio de todos os crentes [11].
Citações:
[1] Esta é uma justiça imputada externa. A justificação é perfeita, nem crescente, nem minguante.
[2] Nós concordamos com Martinho Lutero que a vontade do homem "vem do diabo e de Adão."
[3] Uma compreensão calvinista da salvação: Nós rejeitamos todo o entendimento antropocêntrico da salvação.
[4] "Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles." Mt 1:21 cf. Jo 10:11,14-18,24-29; At 20:28; Is 53.
[5] Em vez do "Princípio Normativo" que estabelece que o que não é proibido, é permitido. Nosso culto de adoração é constituído ao redor das Escrituras lidas, pregadas e cantadas.
[6] Nós aderimos à Segunda Confissão de Fé Batista de Londres de 1689. Adicionalmente, os credos apostólico, niceno, atanasiano e calcedoniano expressam nossa compreensão de ortodoxia.
[7] Nós reconhecemos os "três usos da lei". Primeiro, a lei serve como um guia para a sociedade promovendo a retidão cívica. Secundariamente, a lei condena os pecadores e os dirige a Cristo. E em terceiro lugar, a lei dirige os cristãos para um viver santo.
[8] A Lei e o Evangelho encontram-se tanto no Antigo como no Novo Testamento. O Evangelho são as promessas de Deus aos Seus eleitos.
[9] O batismo infantil é estranho à prática do Novo Testamento. Da mesma forma, a imersão é o modo apropriado de batismo.
[10] "Uma igreja local, reunida e completamente organizada de acordo com a mente de Cristo, consiste de oficiais e membros. Os oficiais designados por Cristo serão escolhidos e consagrados pela igreja congregada". Nós não reconhecemos nenhuma autoridade maior que a igreja local.
[11] A igreja local é uma família espiritual em que as relações devem ser abertas e honestas. Todos os assuntos são tratados com caridade e paciência. Somente com a participação de todos os membros os indivíduos podem crescer em graça e amor.
Fonte: Extraído do blog da Reformed Baptist Fellowship
PS: Ler a Confissão de Fé Batista de 1689 em http://www.monergismo.com/textos/credos/1689.htm
Comunhão Reformada Batista no Brasil
A Comunhão Reformada Batista no Brasil é uma associação religiosa, sem fins lucrativos, organizada pela iniciativa de evangélicos brasileiros em 10 de junho de 2004, e reúne indivíduos (homens e mulheres) que, mesmo em denominações diferentes, podem subscrever a Confissão de Fé Batista de 1689.
COMUNHÃO
Por este epíteto os membros pretendem explicitar que são associados sob uma mesma base de fé, e por objetivos em comum, tais como: congregarem-se numa aliança formal, de apoio e cooperação mútua; estimularem a comunhão entre si, de tal forma que possam dividir súplicas, agradecimentos, e interesses afins; promoverem a fé reformada; relacionarem-se com organizações congêneres; testemunharem sua fé em Deus, em Cristo, no poder do Espírito, em meio à dramática fragmentação que a comunidade evangélica tem passado; estabelecerem plataformas ou suportes para ações comuns, especialmente nas áreas de reflexão teológica, evangelização, ação pastoral e formulação de estratégias missionárias, sociais e culturais; e promoverem eventos consoantes a estes objetivos.
A fé reformada tem uma longa tradição pactuante. Em diversos momentos da história, ministros reformados têm se reunido em alianças formais objetivando apoio mútuo. Esta tem sido uma permanente tendência dentro da tradição reformada, e estas alianças têm sido firmemente confessionais em sua natureza. A tradição reformada desde cedo buscou confessar comunitariamente sua fé no Deus trino, de forma clara e unívoca.
Não obstante, recusamo-nos aos modelos independentes, em que se transita de lugar a lugar, sem nunca se obrigar ou assumir responsabilidades com alguma igreja em particular. Esta atitude não só é perigosa, mas contrária à mente de Deus revelada nas Escrituras (Mt 28.19,20; At 2.41,42). Não apreciamos o desacreditar ou o abandonar da igreja, mas buscamos sua reforma e restauração bíblica. Partilhamos da convicção de que a igreja local é central nos propósitos de Deus na terra (1 Tm 3.15). Apenas a igreja é a habitação especial de Deus por Seu Espírito entre os homens (Ef 2.22). A grande comissão das igrejas é cumprida quando pregadores do evangelho são enviados pelas igrejas para edificar novas igrejas, por meio da conversão, do batismo e do discipulado. E quando alguém anseia por onde está à especial presença de Deus, então deve buscar uma igreja bíblica constituída por crentes genuínos.
REFORMADA
Assumimos este nome "Reformada" de forma proposicional e por duas razões específicas: primeiramente porque nos ajuda a explicar algo de nossas raízes histórica e teológica. Nós mantemos um corpo de confissões teológicas comumente chamadas de Fé Reformada - aquelas verdades da Palavra de Deus que foram afirmadas pela igreja primitiva e reavivadas pela Reforma Protestante. Verdades bíblicas tais como Sola Fide (justificação somente pela fé), Sola Gratia (salvação somente pela graça de Deus), Solus Christus (Cristo somente, o Salvador dos pecadores), Sola Scriptura (a Bíblia, e somente ela, como base de fé e prática) e Soli Deo Gloria (a Deus somente, toda glória na salvação dos pecadores), entre os grandes pilares da Fé Reformada.
Talvez mais conhecida por sua doutrina da salvação, a Fé Reformada ensina (assim como ensinam as Escrituras) que, antes de o mundo ter sido criado, Deus o Pai, soberanamente, escolheu certos pecadores para a salvação de acordo com o Seu beneplácito (Ef 1.3-5). A Seu próprio tempo, Deus o Filho veio e morreu pelos pecados dos escolhidos (Jo 10.14-18). Na conversão, Deus o Espírito Santo, trabalhando em harmonia com o decreto do Pai e a morte do Filho, aplica a obra de redenção ao eleito (Tt 3.5). Quando dizemos que somos Reformados, estamos afirmando que abraçamos como bíblico, o sistema de teologia comumente chamado de doutrinas da graça - aquelas doutrinas que afirmam a depravação total do homem, a natureza incondicional da eleição, o propósito particular ou limitado da redenção, o chamamento irresistível e eficaz, e a perseverança e preservação dos santos. Muitos dos grandes nomes da história da igreja estão associados a estas doutrinas. Enfatizamos, entretanto, que mantemos estas verdades, não simplesmente porque Agostinho, Calvino, Edwards, Spurgeon e outros grandes nomes da história da igreja também as abraçaram, mas porque assim Jesus como os apóstolos claramente as ensinaram.
A Fé Reformada, porém, abrange muito mais que a bíblica doutrina da salvação. Seus ensinos enfatizam ainda, o que concerne a outras verdades de grande importância como, por exemplo, a maneira em que nós, como crentes, devemos viver neste mundo e, ainda, como a igreja deve levar adiante a pregação do Evangelho, como conduzir nosso culto de adoração a Deus, e também como nossas igrejas devem ser governadas. Deste entendimento teológico emanaram grandes confissões, credos e catecismos Reformados. Entre os mais proeminentes estão os Cânones do Sínodo de Dort, a Confissão de Fé e o Catecismo de Westminster, e a Confissão de Fé e o Catecismo de Heidelberg. Nossa Confissão de Fé - a Confissão de Fé Batista Londrina publicada em 1689 (também conhecida como Segunda Confissão de Fé Batista Londrina) - está profundamente enraizada nestes documentos históricos e é substancialmente similar a Confissão de Westminster. Por estas razões teológicas e históricas, nos chamamos de cristãos "Reformados".
Também usamos este termo "Reformada" de um segundo modo e por uma segunda razão: estamos buscando reformar-nos a nós mesmos e às nossas igrejas de acordo com os ensinos da Palavra de Deus, a Bíblia. Em nossos dias atuais, com freqüência ouvimos chamados de muitos púlpitos para uma reforma da igreja. Porém, tais chamados, em muitos casos, visam ao esforço de mover a igreja para ainda mais distante de suas raízes bíblicas e históricas na direção do que é moderno, contemporâneo e inovador; a uma teologia centrada no homem e seus interesses físicos e seculares. Existem, sem dúvida, muitas reformas em progresso, mas não conformadas aos padrões bíblicos, e onde o poder de Deus, Sua majestade e glória são omitidos, se não totalmente relegados ao esquecimento. Ao nos declararmos “Reformados”, estamos fazendo de nosso alvo e ambição nos posicionarmos cada vez mais em alinhamento com as Escrituras. Neste sentido, o termo “Reformado” não tem conotação estática. Desejamos fazer o caminho de volta às Escrituras, examinando-nos constantemente. E não o fazemos simplesmente porque os Puritanos do passado o fizeram, ou porque outros Reformados contemporâneos o fazem. Nós almejamos fazer tudo o que vemos revelado em nossas Bíblias, como sendo a vontade de Cristo para Sua igreja.
BATISTA
O nome "Batista" é, para nós, uma forma abreviada e proposicional para transmitir certas verdades. Primeiramente, queremos afirmar as verdades bíblicas com referência àqueles que devem ser batizados. A Bíblia não é silenciosa nem tampouco obscura quanto a esta questão. O fato de ser o batismo exclusivo para aqueles que são discípulos, é um ensino claro na Palavra de Deus (Mt 28.19). O mandamento sobre quem deve ser batizado não se descobre no livro de Gênesis, e sim nos Evangelhos e nas cartas apostólicas. Não existe qualquer evidência explícita e satisfatória na Palavra de Deus que possa, legitimamente, sustentar a noção de que os infantes de pais crentes devam ser batizados. Todo mandamento bíblico em particular, assim como todo exemplo e toda afirmação bíblica concernente aos candidatos ao batismo, atestam que estes devem ser somente aqueles que são convertidos.
O nome Batista é, em segundo lugar, usado para transmitir nossa persuasão de que somente aqueles que são genuinamente convertidos e batizados têm o direito a membresia na igreja de Cristo. A isto freqüentemente aludimos como "membresia regenerada". Uma leitura cuidadosa das epístolas do Novo Testamento demonstrará que os apóstolos presumiram serem os seus leitores, "santos", "irmãos fiéis" e "limpos por Cristo" (1 Co 1.2; Cl 1.2). Infelizmente, em nossos dias muitas são as igrejas batistas que estão mais ocupadas em ter uma membresia de pessoas que fizeram "decisões", ou uma membresia batizada, do que com uma membresia regenerada. É trágico que tal coisa tenha que ser mencionada. Vivemos nos dias do "decisionismo" e da "fé fácil". Muitos são deixados na impressão de que converteram-se proferindo certa fórmula de oração, caminhando ao altar, levantando a mão ou assinando um cartão. Não importa se de fato romperam com o pecado e passaram a buscar uma vida de santidade (Hb 12.14). Alega-se que eles, embora vivendo para si mesmos e para o mundo, estão a caminho do céu. Entretanto, é dever dos pastores, como de todos aqueles que pertencem a igrejas verdadeiras, se assegurarem o melhor possível, de acordo com suas habilidades, que nenhuma pessoa não convertida venha a tornar-se membro de suas igrejas. Aqueles que professam terem a Cristo deverão tê-lo integralmente, em todos os seus três ofícios: Profeta, Sacerdote e Rei.
NO BRASIL
Através desta identificação, os membros pretendem esclarecer, historicamente, a origem, e, juridicamente, a sede de sua aliança formal, sem contudo impor aos seus objetivos, rigorosos e rígidos limites em termos geográficos, culturais ou de nacionalidade. Amamos o nosso país, mas entendemos a fé reformada como missionária e universalizante. Não olvidamos nossa identidade nacional, mas, quanto aos ideais do Reino de Deus, apelamos por uma ação que transcenda interesses culturais estritos. Estamos convencidos de que há na fé bíblica elementos de origem sobrenatural (supracultural), atemporais, e de aplicações universais. Devemos transcender as diferenças culturais conforme Cristo ordenou-nos fazer (Ef 4.4ss; Gl 3.28; Jo 17.20ss). O Senhor Jesus comissionou os seus discípulos: “Sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (At 1.8).
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Julio Severo
Fátima Cleide, a pitbull petista encarregada de avançar a ferro e fogo — ou mesmo por debaixo dos panos — o PLC 122 no Senado, fez uma confissão importante: Ela e o senador Marcelo Crivella estão negociando um acordo sobre o PLC 122.Essa confissão foi feita pela própria senadora durante o recente VI Seminário Nacional pela Cidadania LGBT. Providencialmente, meu informante estava lá para captar tudo.Um acordo entre Cleide e Crivella será vantajoso para os cristãos do Brasil? Será vantajoso para a população do Brasil? Fátima Cleide é radical militante do PT e sua missão declarada ou não é cumprir a vontade do seu chefe Lula, que recentemente afirmou que seu governo está trabalhando para criminalizar atos e palavras contra a homossexualidade.
Quanto a Crivella, ele não é militante do PT, mas é um esquerdista aliado de Lula. Quem é que pode esquecer que o senador disse que o Evangelho é a cartilha mais comunista que existe? O que falta dizer em seguida? Que o Evangelho é a cartilha mais abortista, feminista, homossexualista, etc.? Já sabemos o que esperar de Lula e de Cleide. Mas o que esperar de Crivella?
O líder máximo de sua igreja, Edir Macedo, apóia o aborto e sua legalização. Fingindo ter opiniões diferentes do chefão, Crivella já disse que não segue tudo o que Macedo diz. Mas é só coincidência que Crivella, a IURD e Macedo tenham apoiado descaradamente Lula em duas eleições presidenciais? Há algo de estranho numa igreja pró-aborto andar de mãos dadas com um presidente pró-aborto? Na inauguração do canal de notícias Record News, o próprio Lula estava lá para palestrar na abertura. Por que agora, na questão de aprovar um projeto anti-“homofobia”, os líderes da IURD não quereriam andar de mãos dadas com Lula?
Eu não estranharia se Crivella mudasse de opinião na questão homossexual. Sua igreja, que já fez dura e louvável oposição ao PT e a Lula (e ao aborto) no começo da década de 1990, se arrependeu desse “pecado”, numa manifestação pública dirigida pelo ex-bispo e ex-deputado federal Carlos Rodrigues. Depois, Rodrigues pediu, em nome da sua igreja, perdão aos adeptos das religiões afro-brasileiras. Falta o que agora para a IURD? No caso de Rodrigues, ele teve de pedir perdão por muito mais depois de sua vergonhosa queda política por corrupção. Macedo & Cia aprenderam alguma coisa com esse episódio? Não. Seu chefão continuou firme no apoio a Lula — e ao aborto. A denominação do Rodrigues caído parece não ter percebido que quem anda com esquerdistas como Lula já está espiritualmente falido.
Não espero nada de bom de Lula e seus aliados. Fátima Cleide e Iara Bernardi, a autora do PLC 122, são aliadas de Lula. Crivella também. Não espero nada de bom de uma denominação que apóia o massacre de bebês em gestação. E Crivella veio da própria liderança dessa igreja, jamais denunciando a posição infanticida do seu chefão — infanticida porque matar crianças, seja no ventre ou não, é infanticídio.
Gostaria que não fosse verdade que Lula é pró-aborto e pró-homossexualismo. Gostaria que não fosse verdade que a IURD e seus líderes são pró-aborto e… bem, um informante me contou que ao entrevistar líderes da IURD em Brasília, eles revelaram que existe uma disposição na cúpula da IURD de tolerar politicamente as questões homossexuais — talvez por amor ao seu aliado Lula. Por enquanto, essa disposição ainda não saiu do armário — pelo menos, não politicamente, mas só na TV da IURD. Se o ensino bíblico de que “pelos frutos os conhecereis” está certo, o tratamento patentemente anticristão das novelas e programas da TV Record às questões de homossexualidade (e aborto) deixa todos os frutos à vista. Quem tem olhos para ver, já assistiu e viu!
Gostaria que não fosse verdade que Crivella é aliado de Lula e um dos principais líderes da IURD. No entanto, vivemos num mundo decadente, com presidentes decadentes, deputados decadentes, senadores decadentes, igrejas decadentes e líderes cristãos decadentes, que só pensam em coisas decadentes. Os erros políticos de Crivella têm sido devastadores. Com seu apoio, o Rio de Janeiro tem hoje um dos governadores mais pró-aborto, pró-maconha e pró-homossexualismo do Brasil. Se Lula tem seu infame programa federal Brasil Sem Homofobia, Sérgio Cabral tem seu infame programa estadual Rio Sem Homofobia.
Se não mudar, Crivella continuará cometendo erros sérios. Num evento evangélico contra o PLC 122 no Rio de Janeiro em agosto de 2007, ouvi o próprio Crivella, junto com o Dep. Manoel Ferreira (aliado de Lula e envolvido num escândalo com um movimento do Rev. Moon), dizendo que vão trabalhar para aprovar todas as leis anti-preconceito. Eles não estão nem aí se pastores e padres que denunciam a bruxaria afro-brasileira já estão sob ameaça de acusações insanas de “racismo” e “discriminação”.
Evidentemente, nem Crivella nem Ferreira desejam entrar em choque com seu aliado. Assim, mesmo aparentando apoio aos evangélicos que estão preocupados com as leis anti-“homofobia”, Crivella e Ferreira estão andando no bonde anti-discriminação do governo, dando a Lula um “Sim, Mestre” para todos os projetos que impõem mais penalidades aos chamados “preconceitos”.
Algum pastor ousou dizer que os orixás são demônios que destroem vidas? Isso é sacrilégio e preconceito contra “cultura” afro-brasileira! Portanto, o pastor deve ir para a cadeia. Se você acha que essa ameaça é irreal, veja o que está acontecendo com um pastor do Rio: http://juliosevero.blogspot.com/2008/08/pastor-que-incentivou-criminoso.html
De forma oposta, críticas ao Cristianismo são feitas 24 horas por dia, 7 dias por semana, todos os dias do ano, sem que nenhuma lei anti-preconceito consiga bocejar a mais leve ameaça aos que usam o direito de livre expressão para atacar tudo o que é cristão. Só aos cristãos é negado tal direito. Então, que tipo de segurança e tranqüilidade os cristãos podem ter com essas leis?
Destino cruel. A população brasileira, que é esmagadoramente cristã, encontra-se hoje traída e ameaçada, porque cometeu um erro fatal em duas eleições presidenciais. Crivella e muitos outros líderes evangélicos — inclusive a CNBB — muito colaboraram para isso.
O PLC 122 nada mais é do que um projeto de lei anti-discriminação que adicionou os homossexuais como beneficiários das astutas políticas estatais de favorecimentos às minorias, em prejuízo de toda a população.
Aprovar esses tipos de lei, sejam para homossexuais ou não, só tem um objetivo: promover a luta de classes como forma de fortalecer o Estado como a suprema autoridade e poder na sociedade. Essa é a própria meta do marxismo. É a velha fórmula de “dividir para reinar”.
Lula e seu desgoverno de orientação marxista estão em guerra total contra os valores cristãos. Mesmo assim, o Bispo Manoel Ferreira, indicado para receber o Prêmio Nobel da Paz, está em paz com esse desgoverno. Mesmo assim, Crivella está igualmente em paz com o chefe de Fátima Cleide.
Dá para confiar num acordo entre Cleide e Crivella? Ou, como diz a Bíblia, dá para se colher uvas de espinheiros?
Fonte: www.juliosevero.com
PLC 122: propaganda, fantasia e farsa na promoção do homossexualismo
Marcelo Crivella: Evangelho “é a cartilha mais comunista que existe”
Revista Veja confirma: posição pró-aborto da Rede Record é ordem direta do Bispo Edir Macedo
O “deus” de Edir Macedo perdoa corruptos, mas não perdoa os fetos
Igreja Universal, Caio Fábio, camisinhas, aborto…
Aborto nos casos difíceis: um teste para os líderes evangélicos?
Crivella e outros líderes evangélicos apoiaram Lula
Lula & Bispo Macedo: alianças estranhas garantem a “liberdade de imprensa” no Brasil
É só a Globo que apóia a Globo, o aborto e o homossexualismo?
NÃO GOSTO DE MULTIDÕES
Sempre gostei de me inquirir das coisas que me cercam e daquilo que escuto. Aprendi que quando se está na multidão não necessitamos pensar, pois está tudo pronto e precisamos ou somos obrigados a entrar na onda. Talvez seja este o maior perigo de se frequentar multidão; ela faz a nossa mente ficar obnubilada, isto é, a nossa visão dos fatos fica como que embaçada.
Na Bíblia desde o Antigo Testamento há casos de multidões que não deram certo. Senão vejamos:
1. Babel - Deus mandou povoar a Terra, espalhar, e o povo teimou em estar junto. Não deu certo e Deus os espalhou em pequenos grupos, cada um com uma língua diferente.
2. Ló, sobrinho de Abraão, escolheu a melhor terra descendo em direção aos aglomerados humanos de Sodoma e Gomorra. Deu errado de novo e a consequência foi funesta para a família de Ló. Abraão ficou sozinho com sua família, prevaleceu na história.
3. Joel 3:14 fala das multidões no Vale da Decisão no Dia do Senhor. Elas estavam desnorteadas sem saber o que fazer e Deus vai resgatar um pequeno povo.
4. Jesus no Novo Testamento viu as multidões como ovelhas que não têm pastor. No capítulo 6 de João a multidão seguia Jesus e foi advertida pelo Salvador, que os exortou dizendo que estavam ali por causa da comida e do milagre. Depois do sermão todos foram embora, sobrando somente os Doze que também foram liberados para irem. Pedro orienta os onze e diz que não podiam deixar o Salvador porque era Ele quem tinha as palavras da vida eterna.
5. A multidão que ovaciona Jesus com hosanas no NT, é a mesma que pede para que Ele seja crucificado. Jesus morre sozinho, tendo ao pé da cruz Maria e João e alguns passantes ao longe, no sopé do Monte Caveira, sobre o qual há uma lenda que diz que a caveira de Adão está enterrada lá.
6. Em Lucas 9:18 a multidão está confusa na cidade sem saber quem é Jesus. Pensavam elas que Jesus era o profeta ressuscitado ou coisa parecida.
7. Em Lucas 19 verso 3 a multidão está entre Zaqueu e Jesus, e não permite ao publicano ver o Salvador. A mesma situação acontece com Bartimeu, à multidão mandando o cego se calar.
8. Em João capítulo 5 e versos seguintes, não sei por que cargas d'água, Jesus cura apenas um desgraçado, 38 anos doente, quando havia uma multidão necessitada de cegos, aleijados, leprosos, coxos, a espera de um milagre. Como dizia meu Mestre J. Loyd Moon, que quando chegasse ao Céu, essas questões sem resposta, ele perguntaria por que somente um foi curado.
9. Em outra ocasião no Sermão do Monte, Jesus adverte a multidão que o ouvia que para entrar no Reino de Seu Pai, é necessário ir em fila indiana, pois a porta é estreita e o caminho é apertado. A multidão deve procurar a porta larga e o caminho espaçoso da perdição.
10. Há um milagre famoso de Jesus no Evangelho, quando a multidão atrapalhava o doente de chegar perto. Derrubaram o telhado da casa e desceram o enfermo para receber a saúde.
Comentário: estas são as razões principais (poderia citar mais uma dezena) porque não me apetece participar de multidões. Um dos Princípios Batistas é a liberdade de consciência, estar alerta em torno da Palavra, porque é ela que ilumina, como diz Pedro, em lugares tenebrosos. Perto de sua prisão, julgamento e condenação dentro do templo, conversando com as autoridades religiosas, fariseus e outros, Jesus é incitado a sair e observar as estruturas do belo templo de Salomão. Jesus adverte em seguida: não vai ficar nada em pé. Em muitas outras ocasiões a multidão impedia Jesus de orar em seu momento tranquilo e Ele fugia para a outra margem do lago. A multidão não lhe dava descanso. Na lição de hoje, 08/11/2009, da EBD - PIB do Pará, as nações do norte e do
sul do povo hebreu (Israel no norte e Judá no sul) havia 30 anos de sossego, riqueza, nenhum inimigo em volta. As autoridades estavam sossegadas, dormindo em camas de marfim. Um profeta atrevido, voz solitária, de nome Amós, as avisou: vocês vão se dar mal porque não estão ouvindo a Palavra de Deus. Havia lá um profeta (podemos chamá-lo de pastor daquela época e que frequentava a casa do rei), que era falso. Não deu outra.
Foram destruídos pelos exércitos de Senaqueribe. A mulher do falso profeta virou prostituta e as filhas foram raptadas pelos invasores e matadas. Isso aconteceu em 722 a.C. e lá estão os samaritanos, e que é hoje uma região do Líbano que antigamente era a França do Oriente Médio, atualmente não vale nada, só tem guerra e destruição.
Os líderes religiosos, pastores, "apóstolos", padres, políticos, todos eles gostam de multidão. O povo amontoado é mais fácil de confundir, ludibriar. Basta misturar a verdade com uma pitada de mentiras e a médio prazo a desgraça estará feita. Isso acontece na política, e na religião vem com um conteúdo mais perverso, porque o líder fala em nome de Deus ou de uma entidade superior a quem o povo deve obedecer.
Recentemente em uma grande denominação no Brasil, um grande líder pretendia construir um mega-templo - a igreja que ele dirigia já tinha capacidade para quase 10.000 pessoas. Juntou muito dinheiro, adquiriu uma grande área. Seria uma grande obra a ser feita para uma multidão. Terminou em tragédia: levaram o dinheiro da construção, o pastor ficou doente, teve que sair da igreja, formou outra, e em pouco tempo faleceu fora do País, retornando ao Brasil apenas as cinzas. Isto é história, fato.
Resido ao lado de um super templo, com milhares de pessoas, multidões (como Jesus disse, ovelhas sem pastor) em busca de um ar condicionado, um pouco de dignidade. Em frente à minha casa há um templo em que os pastores pregam mensagens ensaboadas que atingem apenas o verniz, com falsas promessas de um deus que não é o da Bíblia. É mais da cabeça de um ignorante, que dirige uma pequena multidão.
Não gosto de multidões nem de mega-templos. Não gosto de receber raios sobre a minha cabeça, como se algum líder tivesse a capacidade de transferir bençãos divinas. Não gosto de pastores-autoritários. Jesus advertiu contra essas pessoas e disse aos seus discípulos que eles eram seus amigos e tudo quanto trouxe do seu Pai nada escondeu deles. Nelson Rodrigues, famoso dramaturgo carioca (tenho informações que se converteu ao Evangelho pouco antes de morrer), mostrava a vida como ela é, declarou que toda unanimidade é burra. Eu quero ser unânime em torno de Jesus, de um pregador responsável, competente na Palavra. Não tenho nenhum problema em me submeter à verdade, mas jamais ficar abaixo de um farofeiro religioso, do qual o mundo está cheio.
Não gosto de multidões.
Pastor Gidalth Souza – membro da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil nº 4732.
UNIDADE E DIVERSIDADE
Letra: Guilherme Kerr Neto
Música: Jorge Rehder
O ETERNO RECOLHEU JORGE REHDER
“Uma grande perda. A grande esperança da igreja atual - para que volte aos princípios do genuíno evangelho -, está nas mentes, nos corações e nos lábios de poetas e profetas, que não se ajeitam tampouco se satisfazem que um movimento cristão que se esvai pelo ralo da iniqüidade. Muito mais do que protestar, cantar a genuidade das Escrituras Sagradas foi a grande missão do irmão Rehder. Eu conhecia algumas músicas, mas não sabia serem de sua autoria; passei a conhecê-lo - de ouvidos - na IBAB. Do pouco que ouvi sobre ele, imagino a sua contribuição para a pureza do evangelho.
Nós, os que aqui peregrinam, perdemos muito com a partida de nosso irmão Jorge Rehder, porém, o céu ganhou mais uma estrela junto do Sol que é o nosso Senhor Jesus. Nas palavras do Reverendo Caio Fábio: o Céu está cada dia mais interessante” (Anônimo) http://pavablog.blogspot.com/2009/11/homem-de-deus.html
Por que os evangélicos tentam cortejar desesperadamente o favor do mundo? As igrejas planejam seus cultos com o objetivo de agradar as pessoas que não freqüentam qualquer igreja. Artistas cristãs imitam todos os estilos efêmeros do mundo tanto na música como no entretenimento. Os pregadores estão horrorizados com o fato de que a ofensa do evangelho pode colocar alguém contra eles, por isso omitem deliberadamente partes da mensagem que o mundo não aprovara.
O evangelicalismo parece ter sido seqüestrado por legiões de porta-vozes carnais que estão fazendo o melhor que podem para convencer o mundo de que a igreja pode ser tão inclusiva, pluralista, mente aberta como as pessoas mais mundanas.
A busca pela aprovação do mundo é o mesmo que prostituição espiritual. De fato, essa foi exatamente a figura que o apóstolo Tiago usou para descrevê-la. Ele escreveu: "Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus" (Tiago 4.4).
Sempre existiu e existirá uma incompatibilidade fundamental entre a igreja e o mundo. O pensamento cristão não se harmoniza com todas as filosofias do mundo. A fé genuína em Cristo envolve uma negação de todos os valores mundanos. A verdade bíblica contradiz todas as religiões do mundo. O cristianismo é, por essa razão, oposto a quase tudo que este mundo admira.
Jesus disse aos seus discípulos: "Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia" (João 15.18-19).
Observe que nosso Senhor considerou uma realidade absoluta o fato de que o mundo desprezaria a igreja. Em vez de ensinar seus discípulos a tentarem conquistar o favor do mundo, por reformularem o evangelho, para que este se adequasse às preferências do mundo, Jesus advertiu expressamente que a busca pelos louvores do mundo é uma característica dos falsos profetas: "Ai de vós, quando todos vos louvarem! Porque assim procederam seus pais com os falsos profetas" (Lucas 6.26).
Depois, ele esclareceu: "O mundo... me odeia, porque eu dou testemunho a seu respeito de que as suas obras são más" (João 7.7). Em outras palavras, o desprezo do mundo para com o cristianismo origina-se de motivos morais, e não intelectuais: "O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más. Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem argüidas as suas obras" (João 3.19-20). Essa é a razão por que, não importando quão profundamente diversa seja a opinião do mundo, a verdade cristã nunca será popular no mundo.
No entanto, em quase toda a era da história da igreja, tem havido pessoas na igreja que estão convencidas de que a melhor maneira de ganhar o mundo para Cristo é satisfazer os gostos do mundo. Essa maneira de agir sempre trouxe detrimento à mensagem do evangelho. As únicas épocas em que a igreja causou impacto significante no mundo foram aquelas em que o povo de Deus permaneceu firme, recusou comprometer-se e proclamou com ousadia a verdade, apesar da hostilidade do mundo. Quando os cristãos se esquivaram da tarefa de confrontar as ilusões mundanas populares com as verdades bíblicas impopulares, a igreja perdeu a sua influência e mesclou-se impotentemente com o mundo. Tanto a Escritura como a história atestam esse fato.
E a mensagem cristã não pode simplesmente ser mudada para se conformar com as vicissitudes das opiniões do mundo. A verdade bíblica é fixa e constante, não sujeita a mudança ou adaptação. Por outro lado, a opinião do mundo está em fluxo constante. As tendências e as filosofias que dominam o mundo mudam radicalmente, com regularidade, de geração a geração. A única coisa que permanece constante é o ódio do mundo para com Cristo e o seu evangelho.
Com toda a probabilidade, o mundo não adotará por muito tempo qualquer ideologia em voga neste ano. Se o padrão da história serve como indicador, quando os nossos netos se tornarem adultos, a opinião do mundo será dominada por um sistema completamente novo de crença e todo um novo sistema de valores. A geração de amanhã renunciará todas as modas e filosofias passageiras de hoje. Todavia, uma coisa se manterá inalterada: até que o Senhor volte e estabeleça seu reino na terra, qualquer ideologia que ganha popularidade no mundo será hostil à verdade bíblica, como o foram as suas antecessoras.
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Mantendo a Fé numa Época de Incredulidade: A Igreja como a Minoria Moral.
Dr. Albert Mohler é o presidente do Southern Baptist Theological Seminary, pertencente à Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos; é pastor, professor, teólogo, autor e conferencista internacional, reconhecido pela revista Times como um dos principais líderes entre o povo evangélico norte-americano. É casado com Mary e tem dois filhos, Katie e Christopher.
“A questão mais importante de nosso tempo”, propôs o historiador Will Durant, “não é o comunismo versus o individualismo, nem a Europa versus a América do Norte, nem o Oriente versus o Ocidente. É se os homens podem viver sem Deus”. Essa pergunta, conforme parece será respondida em nosso próprio tempo.
Durante séculos a igreja cristã foi o centro da civilização ocidental. A cultura, o governo, as leis e a sociedade do Ocidente estavam alicerçados em princípios explicitamente cristãos. Preocupação com o indivíduo, compromisso com os direitos humanos e respeito pelo que é bom, belo e verdadeiro – tudo isso se desenvolveu de convicções cristãs e da influência do cristianismo.
Todas essas coisas apressamo-nos a dizer, estão sob ataque. A própria noção do certo e do errado tem sido descartada por grandes setores da sociedade. Onde ela não é descartada, é freqüentemente depreciada. Agindo à semelhança dos personagens de Alice no País das Maravilhas, os secularistas modernos declaram o errado como certo e o certo como errado.
O teólogo quacre D. Elton Trueblood descreveu a nossa sociedade como uma “civilização sem raízes”. Nossa cultura, ele argumentou, está cortada de suas raízes cristãs, como uma flor cortada de seu caule. Embora a flor mantenha a sua beleza por algum tempo, está destinada a murchar e morrer.
Quando esse teólogo falou tais palavras há mais de duas décadas, a flor podia ser vista com algumas cores e sinais de vida. Mas o botão perdeu há muito a sua vitalidade, e agora é o tempo em que as pétalas caídas devem ser reconhecidas.
“Quando Deus está morto”, asseverou Dostoievsky, “qualquer coisa é permissível”. Não podemos exagerar quanto à permissividade da sociedade moderna, mas tal permissividade tem sua origem no fato de que o homem e a mulher modernos agem como se Deus não existisse ou fosse incapaz de cumprir sua vontade.
A igreja cristã encontra-se agora diante de uma nova realidade. Ela já não representa a essência da cultura ocidental. Embora permaneçam focos de influência cristã, eles são exceções e não a regra. Na maior parte da cultura, a igreja foi substituída pelo domínio do secularismo.
Os jornais cotidianos apresentam um transbordamento constante de notícias que confirmam o estado atual de nossa sociedade. Esta época não é a primeira a contemplar horror e mal indescritíveis, mas é a primeira que nega qualquer base consistente que identifica o mal como mal e o bem como bem.
Em geral, a igreja fiel é tolerada como uma voz na arena pública, mas somente enquanto não tenta exercer qualquer influência confiável no estado das coisas. Se a igreja fala com veemência sobre um assunto do debate público, é censurada como coerciva e ultrapassada.
O que a igreja pensa a respeito de si mesma em face desta nova realidade? Durante os anos 1980, foi possível pensar em termos ambiciosos, como a vanguarda de uma maioria moral. Essa confiança foi seriamente abalada pelos acontecimentos da década passada.
Podemos detectar pouco progresso em direção ao restabelecimento de um centro de gravidade moral. Em vez disso, a cultura se moveu rapidamente em direção ao abandono completo de toda convicção moral.
A igreja professa tem de contentar-se agora em ser uma minoria moral, se o tempo assim o exige. A igreja não tem mais o direito de atender à chamada do alarme secular tendo em vista o revisionismo moral e posições politicamente corretas sobre as grandes questões do momento.
Não importa qual seja a questão, a igreja tem de falar como aquilo que ela realmente é: uma comunidade de pessoas caídas, mas redimidas, que permanecem sob a autoridade de Deus. A preocupação da igreja não é conhecer a sua própria mente, e sim conhecer e seguir a mente de Deus. As convicções da igreja não devem emergir das cinzas de nossa sabedoria decaída, e sim da Palavra de Deus determinativa, que revela a sabedoria de Deus e os seus mandamentos.
A igreja tem de ser uma comunidade de caráter. O caráter produzido por um povo que vive sob a autoridade do soberano Deus do universo estará inevitavelmente em conflito com uma cultura de incredulidade.
A igreja está diante de uma nova situação. Este novo contexto é tão atual como o jornal matutino e tão antigo como as primeiras igrejas cristãs em Corinto, Éfeso, Laodicéia e Roma. A eternidade mostrará se a igreja está ou não disposta a submeter-se apenas à autoridade de Deus ou se ela renunciará sua chamada a fim de honrar deuses insignificantes.
A igreja precisa despertar para o seu status como minoridade moral e apegar-se firmemente ao evangelho, cuja pregação nos foi confiada. Ao fazer isso, as fontes profundas da verdade imutável revelarão a igreja como um oásis doador de vida em meio ao deserto moral de nossa sociedade.
Traduzido por: Wellington Ferreira
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© R. Albert Mohler Jr.
Traduzido do original em inglês: Keeping The Faith In a Faithless Age: The Church As The Moral Minority.
www.albertmohler.com
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BRASIL, Centro-Oeste, CAMPO GRANDE, Homem, de 56 a 65 anos