Em que crê um calvinista? Da Apologética Cristã Reformada. Por Mauricio Andrade Há, nas Escrituras Sagradas, uma demanda por transparência e definição! O profeta deve apresentar a visão de modo que até o corredor possa lê-la – em plena corrida! (Hc 2.2). Nossa palavra deve ser sim, sim! ou não, não! – sob pena de nos alinharmos com uma fonte maligna de informação (Mt 5.37). E existe um clamor por definição ainda no finalzinho da última profecia (Ap 22.11). Mesmo no início da Bíblia, já existe ordenação para evitar a confusão (Dt 22.5) – com a qual, aliás, Deus não se identifica (I Co 14.33). Não costumo usar os termos calvinista e calvinismo, quando prego. A razão é simples: não é, geralmente, necessário. Refiro-me ao Evangelho e, pra mim e alguns outros (Charles Spurgeon, inclusive), dá no mesmo. No entanto, às vezes, por motivo de clareza e compreensão, precisamos usar expressões histórica e teologicamente consagradas. Elas não definem o nosso time, a equipe à qual pertencemos. Definem, com mais precisão, nossa persuasão teológica. Há professores de seminário que são pastores de igreja. Alguns deles ensinam uma coisa na Academia e outra no púlpito. Não dá pra saber o que eles realmente creem. Tivemos em nossa igreja um seminarista que relatou, atordoado, a confissão de um de seus professores de que não cria que houvesse alguém ouvindo nossas orações. O jovem interpelou o mestre, após a aula, e perguntou por que, então, o professor ainda orava. A resposta: “Por causa da angústia humana!”. Outros professores negam, em classe, o relato da Criação, a existência de personagens bíblicos, a autoria apostólica dessa ou daquela epístola. Tudo supostamente apoiado em estudos científicos pesquisas mais profundas, etc., etc., etc. Só não têm a coragem de dizer a mesma coisa nos púlpitos de suas igrejas: o “povão” costuma ser mais conservador e alguém poderia perder o “emprego”. Okay, conheço toda aquela conversa sobre Academia e Igreja e a diferença entre elas. Mas estamos falando da imutável Palavra de Deus – ou, caso contrário, da palavra de deus nenhum! E estamos falando da formação de ministros da Palavra – ou, caso contrário, apenas de profissionais eclesiásticos. Algumas vezes, sendo indagado por algum irmão sobre minha fé, percebo que ele ou ela não sabe em que crê um calvinista. Por isso, aqui vão umas poucas dicas: Um calvinista crê que a Bíblia é a Palavra de Deus; Crê que o ser humano precisa ser salvo de seus próprios pecados e da ira de Deus – mais do que de qualquer outra coisa; Crê que somente o Evangelho da graça de Deus, que apresenta Cristo na cruz, pode salvar o pecador; Crê que o Espírito de Deus é quem regenera o pecador, dispondo-lhe o coração para crer no Evangelho. Crê que o pecador deve receber o Evangelho com fé e arrependimento, e viver debaixo do senhorio de Jesus Cristo em novidade de vida. Que santidade ainda é importante, sim! Crê na superioridade de uma cosmovisão bíblica sobre qualquer outra percepção da realidade; Crê que a Criação existe para expressar a glória de Deus, em seu amor e bondade; Que hoje, sobre a Criação, atuam tanto a Queda como a Redenção – de modo que nada deve ser nem aceito nem rejeitado a priori; Que os mandados da Criação – cultural, social e espiritual – são uma ótima forma de expressar santidade no mundo, glorificando, assim, nosso Criador-Redentor; Que a exposição, explicação e aplicação das Escrituras, por pregadores piedosos e fiéis, é a necessidade mais urgente nos púlpitos evangélicos; Que amar as pessoas é a consequência necessária da sã doutrina; Que amar a Deus sobre todas as coisas é a essência de nossa salvação! Não! A predestinação não é a característica principal da doutrina calvinista. A característica principal da doutrina calvinista é a supremacia da glória soberana de Deus sobre todas as coisas! Agora você já sabe, pelo menos um pouco, o que deve esperar desse curioso ser, o cristão calvinista. E, se você é calvinista e estava com a ênfase errada, há tempo para corrigir! Fonte: Blog Fiel Extraído do site: Blog dos Eleitos
Escrito por Pr. Gilberto Mynssen Ferreira às 21h17
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Cartas na Mesa Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho “Quando Abrão tinha noventa e nove anos, o Deus Eterno apareceu a ele e disse: – Eu sou o Deus Todo-Poderoso. Viva uma vida de comunhão comigo e seja obediente a mim em tudo. Eu farei a minha aliança com você e lhe darei muitos descendentes (…). Naquele mesmo dia Abraão fez como Deus havia mandado. Ele circuncidou o seu filho Ismael e todos os outros homens da sua casa, incluindo os escravos nascidos na sua casa e os que tinham sido comprados de estrangeiros” (Gênesis 17.1-2, 23). Neste texto, o Deus Eterno reafirma e sela sua aliança com Abrão. O relato é majestoso: “Eu sou El Shadday”. Literalmente, “o Deus que é suficiente”, com a idéia de que ele tem poder para fazer as coisas acontecerem. É um título antigo para Deus, usado mais em Gênesis e Jó, e poucas vezes em outros lugares da Bíblia. Normalmente associa o poder de Deus com a fraqueza humana. Passaram-se dezesseis anos entre os capítulos 16 e 17. Havia dezesseis anos que Deus não se revelava a Abrão, e haviam se passado vinte e quatro anos desde que ele fez a promessa de 12.1, quando chamou o patriarca. Usando este episódio de Abrão, há gente prometendo “resultados” em uma semana de reuniões e contribuições na igreja. Mas foram dezesseis anos de silêncio. E hoje há gente que tem revelações de cinco em cinco minutos. Abrão deve se sentir inferiorizado com essas pessoas… O ânimo de Abrão devia estar para baixo. O tempo corria contra ele. Mas Deus logo colocou as cartas na mesa. Apresentou-se como sendo o suficiente, e logo fez uma exigência: “Viva uma vida de comunhão comigo e seja obediente a mim em tudo”. Comunhão e obediência foram seus pedidos. “Seja obediente a mim em tudo” foi traduzido por Almeida como “Sê perfeito”. É o hebraico teymym, que sugere algo completo, com cada parte alcançada e preenchida diante de Deus. Uma vida íntegra, sem lacunas. As pessoas querem as promessas que foram feitas a Abrão, mas não gostam das exigências. Querem bênçãos, mas não compromisso. Ora, Deus não prometeu a nenhum de nós que nossos filhos serão príncipes, como prometeu a Abrão, mas exige obediência de todos nós. Só que as pessoas querem usar Deus, não viver de acordo com a vontade dele. No entanto, não há bênçãos prometidas a desobedientes. Abrão passa a ser Abraão, ‘ab hâmon’, “pai de uma multidão”. Naquele tempo, ter muitos filhos era sinal de prosperidade. Hoje é sinal de ruína porque cuidar de filhos é custoso e eles vão viver suas vidas logo que podem. Mas o sinal externo de sua obediência seria a circuncisão. Ele se circuncidou e fez o mesmo com toda a população masculina dependente dele. “Naquele mesmo dia Abraão fez como Deus havia mandado”. Ele era homem que sabia esperar, mas nunca fez Deus esperar. E ele estendeu isso para todos em sua casa. Não se trata de abençoar por procuração, como ouvimos em nossas orações: “Abençoa todas as famílias aqui representadas!”. É que naquela época, o senhor de um clã era responsável por todos. Era a cultura da socialidade. Abraão leva para onde vive as exigências de Deus. É outra lição: prezamos obediência e levamos nossa espiritualidade para todas as áreas da nossa vida, ou a confinamos ao templo? As expectativas de Abraão eram pequenas. Tudo que ele esperava era que Ismael fosse abençoado por Deus: “Então Abraão disse a Deus o seguinte: – Quem dera que Ismael vivesse abençoado por ti!” (v. 18). Mas Deus tinha muito mais para dar e para fazer em sua vida: “Mas Deus respondeu: – O que eu disse foi que Sara, a sua mulher, lhe dará um filho. E você o chamará de Isaque. Eu manterei a minha aliança com ele e com os seus descendentes, para sempre” (v. 20). Queremos uma bênção imediata e nem sempre temos tempo para esperar que Deus cumpra o seu desígnio em nossa vida. Muitas vezes queremos resolver nosso problema e não compreendemos que o propósito de Deus exige que passemos por aquele problema. Que ele faz parte da pedagogia divina, em um processo cuja compreensão, por vezes, nos escapa. Quando há obediência, prontidão e integridade podem esperar seguros em Deus. Ele tem projetos que se cumprirão em nossa vida. Esses projetos são muito mais amplos que nossos sonhos, que são pequenos e voltados para o aqui e o agora. Paulo expressou muito bem o quanto Deus pode fazer, além de nossa expectativa: “E agora, que a glória seja dada a Deus, o qual, por meio do seu poder que age em nós, pode fazer muito mais do que nós pedimos ou até pensamos!” (Ef 3.20). Prega-se muito sobre a bênção de Abraão. Na realidade, deveríamos pregar mais sobre as bênçãos que nos vêm por Cristo, mas as pessoas querem mais coisas e riquezas que Cristo. As riquezas de Abraão dão mais ibope que a cruz de Cristo. No entanto, é oportuno recordar que Deus operou na vida de Abraão por causa de seu propósito eterno e de sua soberana vontade. Pode fazer conosco de outra maneira. Mas exigiu do velho patriarca que ele fosse íntegro e obediente. E exige isto de todos nós, independente do que venha a fazer em nossa vida. “Eu sou o Deus que é suficiente para você”, foi mais ou menos nestes termos que Deus se apresentou a Abraão. Todos nós gostaríamos de ouvir esta palavra do Senhor. Devemos associá-la com o restante da apresentação: “Viva uma vida de comunhão comigo e seja obediente a mim em tudo”. Guarde bem isto: as bênçãos dependem do amor divino e do seu propósito para conosco. Mas nunca se dissociam da obediência e da santidade. Não se ligam a campanhas de fogueira santa, mas a uma vida de obediência. Não há bênçãos para desobedientes. E a freqüência a reuniões não substituem o que Abraão fez: levou seu compromisso com El Shadday para todas as esferas de sua vida. Santidade não é litúrgica. Nem praticada num prédio. É moral e praticada em toda a vida da pessoa. Por tudo isso, lembre-se da exigência de Deus: “Viva uma vida de comunhão comigo e seja obediente a mim em tudo”. Deus colocou logo as cartas na mesa. Aceitemos as regras.
Escrito por Pr. Gilberto Mynssen Ferreira às 11h50
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I'm Amazed http://www.youtube.com/watch?v=KvF1QtgnurY&NR=1&feature=fvwp Observe, no hino, o forte conteúdo doutrinário. Aleluia! Soli Deo Gloria!
Escrito por Pr. Gilberto Mynssen Ferreira às 23h58
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Porque podemos ter certeza da salvação Os estudiosos dizem que a Carta de Paulo aos Romanos é a cordilheira do Himalaia de toda a revelação bíblica. Se Romanos é a cordilheira do Himalaia, então, Romanos 8 é o pico do Everest. Em Romanos 8.29,30 Paulo faz cinco afirmações gloriosas, que são o fundamento da certeza da nossa salvação. 1. Deus nos conhece de antemão (Rm 8.29). Antes de Deus lançar os fundamentos da terra, acender as estrelas no firmamento e chamar à existência as coisas que não existiam, Deus já havia colocado o seu amor em nós, e nos conhecido como seu povo amado. O verbo conhecer tem o mesmo significado de “amar”. O amor de Deus é eterno, imutável e incondicional. Ele nos amou em Cristo, seu Filho amado, desde toda a eternidade. 2. Deus nos predestina para a salvação (Rm 8.30). Não fomos nós que escolhemos a Deus, foi ele quem nos escolheu. Nós amamos a Deus porque ele nos amou primeiro. Deus nos predestinou não porque previu que iríamos crer em Cristo, cremos em Cristo porque ele nos predestinou. A fé não é causa da eleição divina, é sua consequência. Eu não fui eleito porque cri, eu cri porque fui eleito. Deus não nos predestinou porque previu que iríamos ser santos. Nós fomos eleitos não por causa da santidade, mas para sermos santos e irrepreensíveis. A santidade não é a causa da eleição, mas seu resultado. Deus não nos elegeu para a salvação porque previu nossas boas obras, mas fomos criados em Cristo Jesus para as boas obras. As boas obras não são a causa da predestinação, mas sua consequência. A nossa salvação é obra exclusiva de Deus para que toda a glória pertença a Deus. 3. Deus nos chama com santa vocação (Rm 8.30). Aqueles a quem Deus conhece e predestina, a esses também Deus chama e chama eficazmente. Há dois chamados: um externo e outro interno; um geral e outro específico; um dirigido aos ouvidos e outro dirigido ao coração. Jesus diz que as suas ovelhas ouvem a sua voz e o seguem. A voz de Deus é poderosa. Os eleitos de Deus podem até resistir a essa voz temporariamente, mas não finalmente. O mesmo Deus que nos elege na eternidade, tira as vendas dos nossos olhos, o tampão dos nossos ouvidos, retira o nosso coração de pedra e nos dá um coração de carne. Ele mesmo opera em nós o querer e o realizar, abrindo nosso coração, dando-nos o arrependimento para a vida e a fé salvadora. 4. Deus nos justifica conforme sua graça (Rm 8.30). Aos que Deus conhece, predestina e chama, também justifica. A justificação é um ato e não um processo. Acontece fora de nós, no tribunal de Deus, e não em nós. A justificação não tem graus, todos os que creem em Cristo estão justificados de igual modo diante do tribunal de Deus, por causa do sacrifício substitutivo de Cristo. Aqueles que estão justificados estão quites com a justiça de Deus e com as demandas da lei de Deus. Não pesa sobre eles mais nenhuma condenação. Toda a infinita justiça de Cristo é depositada em sua conta. 5. Deus nos glorifica para a bem-aventurança eterna (Rm 8.30). Aqueles que são amados e predestinados na eternidade e salvos no tempo desfrutarão da bem-aventurança eterna. Embora, a glorificação dos salvos seja um fato futuro, que se dará na segunda vinda de Cristo, na mente de Deus e nos decretos de Deus já é um fato consumado. Aqueles que creem em Cristo e estão guardados nele têm a garantia do céu. Nada nem ninguém poderá nos separar do amor de Deus que está em Cristo. O apóstolo Paulo diz que aquele que começou a boa obra em nós, há de completá-la até o dia de Cristo Jesus. Que Deus seja louvado por tão grande salvação! Autor: Hernandes Dias Lopes
Escrito por Pr. Gilberto Mynssen Ferreira às 15h50
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AFINAL DE CONTAS, O QUE É JESUS? Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho Segundo Erich Fromm, o sucesso de Jesus Cristo na história é que ele é a idealização do homem. Projetamos nele o que gostaríamos de ser. Sua historicidade não conta. Sua figura é a projeção de nossas carências subjetivas. Fosse ele Zé das Couves, o impacto seria o mesmo. Porque ele não é tanto uma figura histórica. É a projeção de um anseio psicológico coletivo. Soa absurdo? Há corinhos em que Jesus é uma figura abstrata, e não histórica. É um sentimento, não o Senhor. Num deles, a prova de que Jesus ressuscitou é “que vive em mim”. Isto não é argumento. Ele ressuscitou porque a Bíblia diz que ressuscitou. Porque é um evento histórico, com testemunhas. Porque seu impacto na história tem provado isso. Não porque “vive em mim”. Isso é como dizer: “Minha mãe morreu há muitos anos, mas vive em mim”. Mas está morta! Dizia um pregador: “Receba Jesus e seja feliz”. As pessoas buscam felicidade, vista como bem-estar material. A maior parte dos crentes acha que a obra de Jesus é nosso bem-estar. Ele veio para nos fazer felizes. Poucos buscam santidade e compromisso. Disse alguém num culto: “Jesus me deu tudo o que eu tenho a casa, os carros, os filhos saudáveis. Aceite Jesus e você terá tudo de bom na vida”. Ouvia-o um crente fiel e sério, com um filho pequeno com leucemia. Por que Jesus deu leucemia ao seu filho e não saúde? Dirá alguém que faz parte do “propósito de Deus”. O pai do leucêmico poderia perguntar: “Quem precisa desse Deus?”. Deus deve ser amado pelo que é não pelo que pode nos dar. E Jesus não é um “amigão”. É o Senhor. Deus nos abençoa. Jesus nos ama. O Espírito fortalece. Mas Deus não é Papai Noel, Jesus não é Aladim, e o Espírito não é fio desencapado eletrocutando pessoas para gritarem no culto. Não torne Jesus do seu tamanho, nem faça de seus insights a voz do Espírito: “Se está no meu coração, é de Deus, porque ele fala ao meu coração”. Seu coração é corrupto. “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o poderá conhecer?” (Jr 17.9). Seu coração não é eco da voz de Deus. Você é pecador, não Deus. Sonhe, mas não cultue seus sonhos. Deus fala na sua Palavra. Leia a Bíblia e deixe de vaidade. O Jesus real é o Jesus do Novo Testamento, não o da nossa cabeça. Não se pode privatizar Jesus, vendo-o por uma ótica pessoal. “Gosto de pensar em Jesus assim, ó…”. Essa privatização o rebaixa. Ele não é como queremos que seja. Para muitos, Jesus não é uma pessoa e sim um ideal. Ele não é como idealizamos. Ele é como a Bíblia mostra. Há crentes confusos. Dizem que a Bíblia é a Palavra de Deus, mas subordinam-na à sua cabeça. Dizem-se servos de Deus, e agem como senhores altivos. Confundem religião com magia. Querem manipular forças espirituais, não servir a Deus. Menos intuições, menos “eu sinto”, menos “meu coração”. Mais Bíblia. Mais Deus. Menos homem. Menos grito. Mais reflexão. Haverá mais saúde espiritual.
Escrito por Pr. Gilberto Mynssen Ferreira às 10h56
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O Toque do Senhor Pastor John Piper "Também Saul se foi para sua casa, a Gibeá; e foi com ele uma tropa de homens cujo coração Deus tocara (I Samuel 10:26)." Ler estas palavras tem me levado a orar por um novo toque de Deus. Que coisa maravilhosa é ser tocado por Deus, no coração! Não existe nada incomum a respeito da palavra hebraica usada neste versículo; ela significa apenas "tocar", no sentido comum. Deus tocou o coração daqueles homens. O toque de Deus no coração de alguém é algo impressionante. É impressionante porque o coração é tão precioso para nós - tão profundo, tão íntimo, tão pessoal. Quando o coração é tocado, somos tocados profundamente. Alguém penetrou as camadas protetoras e chegou ao centro. Fomos conhecidos. Fomos descobertos e vistos. O toque de Deus é impressionante porque Deus é Deus. Pense no que é dito neste versículo! Deus tocou aqueles homens. Não foi a esposa, nem um filho, nem o pai ou a mãe, nem um conselheiro. Foi Deus quem tocou. Aquele que tem infinito poder no universo. Aquele que tem infinita autoridade, sabedoria, amor, bondade, pureza e justiça. Foi Ele quem tocou o coração daqueles homens. O toque de Deus é impressionante porque é um toque. É uma conexão verdadeira. O fato de que esse toque envolve o coração é impressionante. O fato de que esse toque envolve a Deus é admirável. E, por ser um toque real é maravilhoso. Os homens valentes não somente ouviram palavras sendo-lhes dirigidas. Não somente receberam uma influência divina. Não foram apenas vistos e conhecidos externamente. Deus, com infinita condescendência, tocou-lhes o coração. Deus estava bem próximo. E os homens não foram consumidos. Amo esse toque. Desejo-o mais e mais. Desejo-o para mim mesmo e para todos os membros de nossa igreja. Rogo a Deus que toque em mim e em toda a sua igreja, de maneira nova e profunda, para a sua glória. O texto bíblico diz que eles eram uma tropa de homens - "e foi com ele uma tropa de homens cujo coração Deus tocara". A palavra hebraica traz consigo a idéia de força, coragem, substância. Oh! que os santos de Deus sejam valentes para o Senhor - corajosos, fortes e cheios de dignidade, beleza e verdade! Orem comigo para que tenhamos esse toque. Se vier com fogo, que assim seja! Se vier com água, que assim também seja! Se vier com vento, faze-o vir, ó Deus! Se vier com trovões e relâmpagos, prostremo-nos ante esse toque. Ó Senhor, vem! Aproxima-te bastante, para tocar-nos. Envolve-nos com o amianto da tua graça. Penetra o profundo de nosso coração e toca-o. Queima, encharca, sopra, esmaga. Ou, usa uma voz suave e tranqüila. Não importa a maneira, vem. Vem e toca o nosso coração.
Escrito por Pr. Gilberto Mynssen Ferreira às 17h05
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O Perdão dos Pecados e o Pecado do Perdão Toda Criação foi originalmente perfeita e em harmonia com o seu Criador. O Pecado Original trouxe o mal e a morte. Apesar da ainda pálida presença da imagem de Deus a Pecaminosidade é a marca atual da humanidade caída. Essa Pecaminosidade se expressa – por ações, omissões, palavras e pensamentos – por sintomas chamados “pecados”: pessoais, familiares, grupais, comunitários, nacionais. O Pensamento Reformado afirma esse estado de Pecaminosidade e seus sintomas antes que uma hierarquia de pecados “veniais” e “mortais”. Com a Palavra de Deus confessamos que fomos concebidos em pecado, que todos somos pecadores e que não há ninguém justo. O Objetivo da Lei é a consciência de pecado e de perdição, e a busca do perdão com mudança de vida. Ao longo da Antiga Aliança, indivíduos, tribos e nações pecavam, e Deus enviava os seus profetas para reafirmar os seus estatutos e chamar ao Arrependimento. Sem arrependimento e mudança não haveria perdão. No Novo Testamento a primeira exortação apostólica após o Pentecostes foi: Arrependei-vos! Não se deve confundir arrependimento com mero sentimento de culpa ou remorso. Arrependimento vem pelo Espírito, em harmonia com a Palavra, em uma experiência de libertação e de mudança. O Perdão de Deus vem apenas com a precondição do arrependimento. E o que dizer de sua dimensão horizontal: o perdão das pessoas entre si? O Senhor nos manda perdoar os nossos inimigos até setenta vezes sete. Esse exercício unilateral do perdão, porém, tem efeito apenas para o ofendido perdoador, como experiência espiritual e emocionalmente libertadora para ele. E é bom e desejável que isso aconteça. Mas esse perdão não tem qualquer implicação ou benefício sobre o ofensor que não se arrependa de modo eficaz, consciente, quebrantado e mudado. Há, assim, um grande e perigoso equívoco com teologias recentes de “ministração de perdão” sem chamamento do pecador ofensor ao arrependimento. Essa atitude – sentimentalista e bem intencionada – apenas reforça o empedernido em seu pecado, em seu não-quebrantamento. Essa “ministração” concorre para o mal. Há muito pecador empedernido continuando em sua maldade, não deixando os seus caminhos maus e dando risada da ingenuidade dos seus irmãos. Se concorrer, de alguma forma, para a manutenção do pecado, o perdão unilateral, nessas circunstâncias, se torna também em um pecado. Que não alimentemos o pecado com o pecado do nosso perdão! Arrependei-vos! Olinda (PE), 19 de fevereiro de 2011, Anno Domini. +Dom Robinson Cavalcanti, ose Bispo Diocesano
Escrito por Pr. Gilberto Mynssen Ferreira às 21h51
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CRISTOLÂNDIA versus CRACOLÂNDIA.
http://www.youtube.com/watch?v=2ZJhwjeoR-U&feature=player_embedded http://www.youtube.com/watch?v=aQO64Jim0Vc&NR=1
Escrito por Pr. Gilberto Mynssen Ferreira às 14h03
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A vida é uma selva. Quem jamais se viu enfiado até o pescoço nas areias movediças de prazos e exigências inadiáveis? Quem jamais travou batalha com irritações piores que crocodilos, nos pântanos lodosos dos compromissos demasiado grandes, das realizações demasiado pequenas, e da exaustão total? Coroando tudo isso há os ataques de surpresa da crítica cruel, que nos assalta como leão faminto, que nos rasga com garras semelhantes às de panteras. Só os mais fortes é que sobrevivem. Dentre estes, os que são capazes de detectar o perigo, e conhecem as técnicas de autodefesa, safam-se nas melhores condições. Jay Rathman é um destes homens. Ele caçava veados na área de vida selvagem de Tehema, perto de Red Bluff, ao norte da Califórnia, quando escalou a encosta de um precipício granítico, segurando-se à borda. Ao erguer a cabeça para olhar por cima da borda, percebeu um movimento à direita de seu rosto. Uma cascavel enroscada atacou-o com rapidez de relâmpago e por um triz não lhe abocanhou a orelha direita. "As presas da serpente de 1,20 m enroscaram-se na gola olímpica do suéter de lã de Rathman. A força do ataque fez com que a serpente lhe caísse no ombro esquerdo. Em seguida, ela se lhe enrolou no pescoço. Rathman agarrou-a por trás da cabeça, com a mão esquerda, podendo sentir o veneno quente a escorrer-lhe pelo pescoço. O guizo agitado produzia um ruído furioso. O homem caiu para trás, estatelando-se de cabeça para baixo e rolando pela encosta íngreme, através do mato e pedras vulcânicas, seu rifle e binóculo despencando juntos. "Infelizmente", disse Rathman, ao descrever o incidente a um oficial do Departamento de Caça e Pesca, "acabei encravado entre as rochas; meus pés ficaram presos, na descida, e lá fiquei eu de cabeça para baixo, quase sem poder mover-me." Conseguiu pegar o rifle com a mão direita e usou-o para desenroscar as mandíbulas do suéter; mas a cobra tinha condições de atacar outra vez. "Ela fez cerca de oito tentativas e conseguiu atingir-me com a ponta do focinho, bem abaixo de meu olho, cerca de quatro vezes. Fiquei com o rosto virado, de maneira que a cascavel não tinha ângulo favorável para enfiar-me as presas; mas a cabeça dela estava bem perto de mim. Eu e a bicha encaramo-nos olho no olho; descobri então que as cobras não piscam. Aquelas presas mais pareciam agulhas amaldiçoadas... Tive de estrangular a serpente. Não tive outro jeito. Meu receio era que se todo o meu sangue me descesse à cabeça, eu viesse a desmaiar." Quando Rathman tentou atirar o réptil morto de lado, não o conseguiu. "Com a mão direita, tive de soltar os dedos da esquerda, um por um, do pescoço da cobra." Rathman, de 45 anos, trabalha no Departamento de Defesa, em San José. Calcula que seu embate com a serpente tenha durado 20 minutos. O guarda Dave Smith diz o seguinte, ao registrar seu encontro com Rathman: "Ele caminhou na minha direção segurando este guizo. Parecia sorrir ao dizer-me: Gostaria de registrar uma queixa a respeito desta sua vida selvagem aqui”. Quando li pela primeira vez esse relato de arrepiar os cabelos, percebi como o combate de Rathman parece-se tremendamente com nossa vida diária. No momento mais inesperado somos atacados. Com força traiçoeira, tais assaltos de cascavel têm um jeito de desequilibrar-nos, enquanto se enroscam em nós. Vulneráveis e expostos, podemos facilmente sucumbir diante de tais ataques. Esses assaltos são freqüentes e multivariados: dores físicas, traumas emocionais, estresse relacional, dúvidas espirituais, conflitos matrimoniais, tentações carnais, reveses financeiros, assaltos demoníacos, desapontamentos profissionais... Pam, pam, pam, pam, PAM! Lutamos encarniçadamente em busca de sobrevivência, sabendo que qualquer arremetida do inimigo pode atingir o alvo e inocular o veneno paralisante, imobilizador, que nos deixará incapacitados. Qual é esse alvo, exatamente? O coração? É ele sim, esse órgão onde nasce a esperança, onde se tomam as decisões, onde os compromissos são fortalecidos, onde a verdade é armazenada e, principalmente, onde o caráter (essa coisa que nos dá profundidade e nos torna sábios) se forma. Não é de admirar que o sábio da antigüidade já nos advertia: "Ouve tu, filho meu, e sê sábio, e dirige no caminho certo o teu coração" (Provérbios 23:19). A busca do caráter exige que certas coisas sejam mantidas dentro do coração, enquanto outras precisam ser mantidas longe dele. Um coração desguarnecido significa desastre. Um coração bem guarnecido significa sobrevivência. Se você espera sobreviver na selva, e vencer em todos os ataques traiçoeiros, você precisa guardar seu coração. Fonte: Internet
Escrito por Pr. Gilberto Mynssen Ferreira às 00h00
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LIVRE-ARBÍTRIO O homem é livre para planejar, mas não para realizar o propósito de Deus – Provérbios 16: 9; Jeremias 13: 23; 10: 23. O homem não é livre para fazer o bem – Romanos 3: 12; – I Co 2: 14; II Co. 4: 3,4; Efésios 2: 1 -5; 4: 17 – 19. O homem não escolherá aquilo que a sua mente odeia e nega – João 1: 12- 13; 3: 6; 6: 37; 6: 44 (65); 10: 29; 15: 16, 19; 17: 2,6, 9,12, 24; Ef. 4: 5, 11; At 13: 48. O homem perdeu a sua vida e agora vive em morte espiritual – Ef. 2: 1,4; morte física – Hb. 2: 14 – 15; morte eterna – Ap. 20: 11 – 15. A chamada específica de Deus (I Co 1:1, 2, 9, 24) e não a chamada geral, evidencia a soberania de Deus sobre a eleição. “Os decretos de Deus são o Seu eterno propósito, segundo o conselho da Sua vontade, pelo qual, para a Sua própria glória, predestinou tudo o que acontece” (Catecismo Menor de Westminster).
Escrito por Pr. Gilberto Mynssen Ferreira às 15h12
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CARTA DE SATANÁS Ontem eu te vi quando começava o seu dia. Acordou e nem sequer orou ao seu Deus. Ou melhor, durante todo o dia você não orou, e nem se lembrou de abençoar sua comida. Você é muito ingrato para com o seu Deus, e isso em você me agrada muito. Eu também gosto da enorme fraqueza que sempre demonstra no que diz respeito ao seu crescimento espiritual, em ser um cristão. Raramente lê a Bíblia e quando faz está cansado. Não medita no que lê, ora quase nada, além disso, muitas vezes diz palavras que não analisa. Por qualquer pretexto chega tarde ou falta ao seu culto de ensino. E o que falar de suas murmurações? Temos assistido muitos filmes juntos, sem falar nas vezes que fomos juntos ao teatro, à have, ao cinema, à balada, quantas coisas! Lembra daquele dia da tua fraqueza com aquela linda pessoa? Oh como foi bom! Mas o mais me agrada é que você não se arrepende talvez se arrependa, mas não quer mudar, e não tem forças e sabe por quê? hahahahaha....eu estou do seu lado e vou te enfraquecer o quanto puder pra você se perder! Você pensa ser jovem e tem que aproveitar a vida, pensa só na carne e acredita que precisa ser salvo para a eternidade. Não há duvida você é um dos meus, mas eu tenho que dizer que um dia você vai ficar velho e vou rir de você quando de bengala procurar um deus por aí, ou na cama entrevado querer ir à igreja e eu não vou deixar, porque você é um dos meus! Amo as piadas vergonhosas que você conta e que também escuta. Você ri delas, eu também rio de ver um filho que conhece a Deus participando disto. O fato é que nos sentimos bem. A música vulgar e de duplo sentido que você escuta me agrada demais. Como você sabe quais são os grupos que eu gosto de escutar? Também adoro quando murmura e se revolta contra o seu Deus, e diz que não tem forças, ora, mas desiste e dorme, sente medo à noite, mas me adora sem saber, faz minhas vontades, está nas trevas... E vou te levar cada vez mais pro fundo do poço... Até aquele dia em que vai arder comigo no fogo! Sinto-me feliz quando vejo você dançando e fazendo estes movimentos sensuais, eles me fascinam. Como isso me agrada! Você quer se encontrar comigo qualquer dia destes? Certamente quando você está se divertindo saudavelmente, fico triste, mas sem problema, sempre haverá outra oportunidade. Tem vezes que me faz coisas incríveis, quando da mal exemplo as crianças ou quando os autoriza para perderem a sua inocência através da televisão, músicas ou coisas do gênero. Eles são tão espertos que imitam facilmente tudo o vêem. Muito obrigado. O que mais me agrada é que poucas vezes tenho que te tentar, quase sempre cai por conta própria. Você busca os melhores momentos, se expõe as situações perigosas, me dando lugar!
Se tivesse cabeça mudaria de ambiente e de companhias; buscaria a palavra de Deus e entregaria realmente a tua vida aquele que você chama de Deus e, ainda mais, viveria o resto de seus anos sob a orientação do Espírito Santo. Não tenho costume de enviar este tipo de mensagem, mas você é tão acomodado espiritualmente que não acredito que vá mudar nada. Não me entenda mal, eu te odeio e não te dou a mínima. Se eu te busco é porque você me satisfaz com as tuas atitudes e faz cair em ridículo a Jesus Cristo.
Assinado Teu inimigo que te odeia: Satanás ou como queira me chamar (PS: Se realmente me amas, não mostre a ninguém mais esta carta.) |
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Escrito por Pr. Gilberto Mynssen Ferreira às 19h30
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RESTAURAÇÃO Quando os doze voltaram para casa, após um período agitado de ministério público, fizeram seus relatórios, e disseram a Jesus tudo quanto haviam feito e ensinado (Marcos 6:30). É extremamente significativo que o Senhor não os empurrou de volta à ação, nem os espicaçou para iniciar novo empreendimento. Na verdade, nunca lemos que alguma vez ele sofresse de "afobação e pressa." Nunca! "Ele lhes disse: Vinde vós, aqui à parte, a um lugar deserto, e repousai um pouco. Porque havia muitos que iam e vinham, e não tinham tempo para comer. Então foram sós num barco para um lugar solitário" (Marcos 6:31-32). Descanso e restauração não constituem luxo; são necessidades essenciais. Ficar a sós e descansar durante um período não é egoísmo; é ser parecido com Cristo. Pegar um dia de folga por semana, e presentear-se com um período de férias relaxantes e revigorantes não é carnal; é espiritual. Nada há, absolutamente nada de invejável ou espiritual em coronárias entupidas, ou nervos esfrangalhados. Tampouco um programa ultra-ativo é, necessariamente, marca de uma vida produtiva. Eu constantemente me lembro do antigo lema grego: "o arco que está sempre flexionado acabará se quebrando." Bem, como é que a coisa funciona em sua vida? Vamos fazer uma breve apreciação. Faça uma pausa longa o suficiente para você rever tudo, e refletir. Procure ser honesto ao responder às seguintes perguntas, que talvez o magoem um pouco: * Meu ritmo este ano é realmente diferente do ritmo do ano passado? * Estou gostando da maior parte de minhas atividades, ou apenas estou tolerando-as? * Arranjei tempo, deliberadamente, em várias ocasiões neste ano, para restauração pessoal? * Tenho engolido minhas refeições às pressas, ou venho dando tempo suficiente para provar e usufruir o alimento? * Dou a mim mesmo permissão para um relaxamento, um momento de lazer, para estar tranqüilo? * Será que as outras pessoas acham que estou trabalhando demais, durante muitas horas, ou vivendo sob tensão? Sinto-me às vezes entediado e muitas vezes preocupado? * Estou mantendo-me em forma, fisicamente? Considero meu corpo importante o suficiente para seguir uma dieta alimentar, com exercícios físicos regulares, sono suficiente, a fim de eliminar o excesso de peso? * Como está meu senso de humor? * Está Deus sendo glorificado pelo esquema que estou seguindo... Ou será que ele fica apenas com as sobras de minhas energias? * Aproximo-me perigosamente do ponto em que vou estar exausto totalmente "desanimado"? Dureza, não? Mas haveria uma ocasião melhor do que agora mesmo para você fazer uma pequena avaliação? Se for necessário, introduza modificações, uma pequena re-estruturação em sua vida. Podemos aprender uma lição com a natureza. Após a colheita sempre se segue um período de descanso; a terra precisa de algum tempo para renovar-se. A produção constante, sem restauração, esgota os recursos e, na verdade, diminui a qualidade do produto. Atenção, grandes realizadores e viciados no trabalho! Tomem cuidado! Se o alarme em seu painel interior mostra a luz vermelha piscando nervosamente, é que você está carregando um fardo demasiado pesado, longe demais e rápido demais. Se você não diminuir a marcha, vai lamentar-se... E vão lamentar-se os que o amam. Se você tiver a coragem de dar o fora desse beco sem saída e realizar as mudanças necessárias, será sábio. Entretanto, quero adverti-lo quanto a três barreiras que você vai enfrentar imediatamente. Primeira barreira: a falsa culpa. Ao dizer "não" às pessoas a quem você costumava dizer "sim", você vai passar a sentir umas agulhadas de culpa. Despreze-as! Segunda: hostilidade e incompreensão da parte dos outros. A maioria das pessoas não vai entender suas novas decisões no sentido de diminuir o ritmo, de modo especial os que se encontram no barco que vai afundando, do qual você acaba de pular fora. Não há problema! Mantenha suas decisões. Terceira: você se defrontará com perspectivas pessoais dolorosas. Não podendo preencher cada momento livre com algum tipo de atividade, você começará a ver seu verdadeiro eu, e não vai gostar de algumas coisas que vai notar coisas que antigamente contaminavam sua vida agitada. Entretanto, dentro de um período relativamente curto de tempo, você dobrará a esquina e estará na estrada que o conduzirá a uma vida mais sadia, mais livre e mais plena de realizações. Mais do que tudo, sua busca de caráter voltará aos trilhos corretos. É óbvio que toda esta conversa sobre descanso e restauração vital, tomada de tempo para repouso e relaxamento, pode ser levada a um extremo ridículo. Estou bem ciente disso. Contudo, para cada pessoa que decide emigrar para esse extremo, e ali enferrujar, há milhares de outras que se empenham numa batalha feroz contra a exaustão. Nenhum desses extremos é correto; neste ou naquele, estamos errados. Meu desejo é que todos permaneçam no ponto da sabedoria. No equilíbrio. Com a mente certinha. Com boa saúde. Na vontade de Deus. Como está você? A Busca de Hoje Este momento de calma reflexão é o que Davi tinha em mente quando escreveu a respeito de "pastos verdejantes" e "águas de descanso." Beba em tranqüilidade! Usufrua tanto quanto puder da presença do seu amado Pastor. A Palavra dele restaurará sua alma à medida que "as veredas da justiça" vão-se tornando claras. Ainda que estes dias sejam turvados pelo medo ou pela incerteza, ei-lo ao seu lado... Tão perto de você como o palpitar de seu coração, tão íntimo como sua respiração. Dê-lhe louvores! A adoração de Deus unge nossos dias e faz com que cálices vazios transbordem. Leia o Salmo 23. Uma boa semana, que Deus abençoe sua vida. Serafim M. Junior.
Escrito por Pr. Gilberto Mynssen Ferreira às 15h42
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Verdades e perigos sobre a ceia do SenhorA Ceia do Senhor é um sacramento instituído por Jesus Cristo. Deve ser praticada pela igreja até que Cristo volte. Os elementos da Ceia, o pão e o vinho são símbolos do corpo e do sangue de Cristo. Eles não se transubstanciam. Continuam pão e vinho. Cristo está presente na Ceia espiritualmente e não fisicamente como pensava Martinho Lutero. A Ceia do Senhor é mais do que um simples memorial, é um meio de graça. Há quatro verdades essenciais da fé cristã que devem ser destacadas, sempre que a igreja celebra a Ceia: 1. Olhando para trás – A morte de Cristo (1 Co 11:26) – “Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor…”. A cruz de Cristo é o centro da mensagem cristã. Não há evangelho sem a cruz de Cristo. Ele ordenou que sua igreja relembrasse não seus milagres, mas sua morte. Devemos nos lembrar porque ele morreu, como ele morreu, por quem ele morreu. 2. Olhando para frente – A segunda vinda de Cristo (1 Co 11:26) – “… anunciais a morte do Senhor, até que ele venha”. Há um momento de expectativa em toda celebração da Ceia do Senhor. A segunda vinda de Cristo é a grande esperança do cristão num mundo onde o mal tem feito tantos estragos. 3. Olhando para dentro – O auto-exame (1 Co 11:28) – “Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão e beba do cálice”. Não somos juízes dos outros, devemos examinar-nos a nós mesmos. Não devemos fugir da Ceia por causa do pecado, mas fugir do pecado por causa da Ceia. A ordem bíblica é: examine-se e coma! 4. Olhando ao redor – A comunhão (1 Co 11:33-34) – “…esperai uns pelos outros…”. Somos um só corpo, um só pão. Reunimo-nos como família de Deus, irmãos em Cristo, filhos do mesmo Pai. O amor deve ser o elo que nos une. Na Ceia encontramo-nos com o Senhor e com os nossos irmãos. Na Ceia os céus e a terra se tocam. Há três perigos em relação à Ceia que precisamos evitar: 1. Participar da Ceia do Senhor indignamente (1 Co 11:27) – “Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor”. A nossa dignidade é a consciência da nossa indignidade. Assentar-se à mesa do Senhor de forma leviana, irrefletida e despreparada é comer e beber juízo para si. Precisamos ter convicção do nosso compromisso com Cristo e com sua igreja antes de participarmos da Ceia. 2. Participar da Ceia do Senhor sem discernimento (1 Co 11:29) – “Pois quem come e bebe, sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si”. O crente precisa discernir o Corpo de Cristo partido na cruz, ou seja, a obra da redenção em seu favor e também discernir o Corpo de Cristo, que é a igreja. Não podemos assentar-nos à mesa com mágoa dos irmãos. Isso gera fraqueza, doença e morte. 3. Participar da Ceia do Senhor sem autojulgamento (1 Co 11:31,32) – “Porque, se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados…”. Não podemos ser condescendentes com nós mesmos nem complacentes com os nossos pecados. Devemos julgar-nos a nós mesmos para não sermos condenados com o mundo. Precisamos agir com rigor com nós mesmos e com profundo amor e paciência com os nossos irmãos.
Rev. Hernandes Dias Lopes.
Escrito por Pr. Gilberto Mynssen Ferreira às 14h28
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O CULTO AO NADA Pastoral do boletim da Igreja Batista Central de Macapá, 3.4.11 Neste semestre estou a ler a Bíblia na versão chamada Bíblia de Jerusalém. Gostei de Jeremias 18.4, assim traduzido: “Meu povo, contudo, esqueceu-se de mim! Eles oferecem incenso ao Nada…”. Judá estava cultuando o Nada, porque adorava a ídolos e todo culto que não seja ao Deus revelado nas Escrituras é culto ao Nada. Disse Paulo: “… o ídolo nada é no mundo…” (1Co 8.4). Há quem adora ao Nada porque adora deuses que fez para si. Há muito culto ao Nada. São cultos centrados no homem. Visam levar as pessoas a se sentirem bem e serem estimuladas, recarregarem as baterias para mais uma semana de luta, etc. O homem é o foco do culto. Poucas coisas são tão sem nexo como “culto jovem”. Que é isto se não a declaração de que as pessoas são mais importantes no culto que o Cultuado? A ênfase hoje é no “adorador”. Por que não no Adorado? Porque as pessoas são mais importantes que Ele, porque o culto é programado para elas, porque a preocupação é atraí-las. A preocupação deve ser com a glória de Deus (confundida com barulho e mantras repetidos à exaustão). A glória de Deus se manifesta em vidas transformadas pelo evangelho de Jesus. O alvo de muitos cultos não é a santidade de Deus, mas a felicidade do homem. São cultos antropocêntricos (o homem no centro), e não teocêntricos (Deus no centro). Culto ao Nada, porque voltado para o homem. Ouvi uma senhora dizer a outra, no mercado: “Não gostei do culto ontem”. O culto é para nos agradar ou para agradar a Deus? O prumo de um culto não é a estética do adorador, e sim a proclamação de “Que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões; e nos encarregou da palavra da reconciliação” (2Co 5.19). Alguns se autodenominam “geração de adoradores”. Não. É uma geração de consumidores espirituais, que assimilou a filosofia de prazer do mundo, entronizando-se em sua vida. Tudo é ao seu gosto. Até o culto. Até Deus. Dirigi um estudo bíblico, num grupo de profissionais liberais, e alguém disse: “Gosto de pensar em Deus assim, ó…”, e nos brindou com uma série de banalidades espirituais. Disse-lhe que era irrelevante como ela gostava de pensar em Deus. O relevante era como Deus se manifestara na história, na Bíblia e em Jesus. Ela não podia moldar Deus ao seu gosto. Quando somos o foco do culto cultuamos ao Nada. Pessoalmente detesto barulho. Não vejo como espiritualidade, e sim mau gosto. Mas há quem avalie o culto pelos decibéis. Mas não torne seu gosto em padrão. Como eu não torno meu gosto em padrão para os apreciadores da barulhada. Quem cultuamos? Deus ou nós? Que procuramos no culto? Conhecer mais de Deus e da Bíblia ou sentir-nos bem, com o ego massageado? Cuidado para não cultuarmos o Nada!
Escrito por Pr. Gilberto Mynssen Ferreira às 18h41
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RÁDIO VPC GOSPEL
http://radiovpc.blogspot.com/2010/09/adicione-essa-radio-ao-seu-site-ou-blog_10.html
Escrito por Pr. Gilberto Mynssen Ferreira às 18h40
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